Após mais de uma década fechado, o Teatro Nacional Claudio Santoro avança em seu processo de revitalização. O governador Ibaneis Rocha assinou, nesta quinta-feira (19), a ordem de serviço para a segunda etapa das obras no complexo cultural, um dos mais emblemáticos do Distrito Federal.
Com investimento de R$ 268,3 milhões, a nova fase contempla a reforma da Sala Villa-Lobos — a maior e principal do teatro —, além do seu foyer, do Espaço Cultural Dercy Gonçalves e da Sala Alberto Nepomuceno. As intervenções incluem restauração e modernização, respeitando as exigências do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, já que o prédio é tombado.
Segundo o governador, a complexidade do projeto exige cuidados técnicos específicos e mão de obra especializada. Ele destacou que a iniciativa visa devolver à capital um espaço plenamente funcional, capaz de receber grandes produções locais e nacionais. A vice-governadora Celina Leão reforçou o valor simbólico do teatro, apontando sua importância histórica e seu papel no futuro cultural do DF.
As obras serão executadas pelo Consórcio Porto Belo Brasil, sob coordenação da Companhia Urbanizadora da Nova Capital. De acordo com o presidente da companhia, Fernando Leite, o projeto inclui adequações às normas atuais, com melhorias em acessibilidade, segurança contra incêndios, acústica e cenografia.
O secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes, destacou o impacto da reabertura gradual do espaço. Ele citou a retomada das atividades na Sala Martins Pena, que recebeu mais de 150 espetáculos em um ano, evidenciando a demanda da população por equipamentos culturais.
Histórico da restauração
O Teatro Nacional foi parcialmente reaberto em dezembro de 2024, com a entrega da Sala Martins Pena e seu foyer, após anos de interdição iniciada em 2014. A primeira etapa das obras contou com investimento de R$ 70 milhões e incluiu a modernização das instalações elétricas e hidráulicas, criação de saídas de emergência, implantação de sistema de combate a incêndios e substituição de materiais inflamáveis.
A restauração do complexo é conduzida pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa, responsável pela gestão do espaço, em parceria com a Novacap, que executa e fiscaliza as obras.
