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Câmara Legislativa promove sessão solene em memória do genocídio contra Tutsis em Ruanda

Por iniciativa da deputada Doutora Jane (MDB), o evento busca reforçar a reflexão sobre direitos humanos e memória histórica.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realiza, nesta terça-feira (7), às 10h, sessão solene em referência ao 32º Memorial do Genocídio contra a etnia Tutsi em Ruanda. A cerimônia ocorre no plenário da Casa, com transmissão ao vivo pela TV Câmara Legislativa.

A iniciativa, proposta pela deputada distrital Doutora Jane (MDB), tem como objetivo promover um momento de reflexão, memória e conscientização sobre uma das maiores tragédias humanitárias do século XX. O genocídio ocorrido em 1994 vitimou mais de 800 mil pessoas em cerca de 100 dias e é reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma grave violação dos direitos humanos.

Segundo a parlamentar, a sessão solene também representa um gesto de solidariedade às vítimas e aos sobreviventes, além de reafirmar o compromisso institucional com valores fundamentais. “Ao propor a sessão solene, buscamos não apenas prestar solidariedade à comunidade ruandesa e aos sobreviventes, mas também reafirmar o compromisso da Câmara Legislativa com os valores da paz, da dignidade humana, da diversidade étnico-racial e da defesa dos direitos humanos”, afirmou.

O genocídio em Ruanda foi resultado de décadas de tensões étnicas entre hutus, maioria da população, e tutsis, minoria que historicamente ocupou posições de poder. O episódio teve como estopim o assassinato do então presidente ruandês Juvénal Habyarimana, em 6 de abril de 1994, após a queda de seu avião.

Na sequência, milícias hutus, conhecidas como Interahamwe, com apoio governamental, iniciaram ataques sistemáticos contra tutsis e opositores políticos. Civis foram incentivados a participar das ações violentas, muitas vezes utilizando facões e armas improvisadas.

Após o genocídio, Ruanda passou por um longo processo de reconstrução nacional, com julgamentos de responsáveis pelos crimes e iniciativas voltadas à reconciliação. A memória da tragédia é preservada por meio do Kwibuka, período anual dedicado ao luto e à reflexão, que busca conscientizar sobre os riscos do ódio e evitar a repetição de episódios semelhantes.

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