- PUBLICIDADE -
BANNER INTERNAS ABAIXO MENU
InícioNotíciasDistrito FederalCâmara Legislativa debate proposta da LDO de 2027 e impactos de acordo...

Câmara Legislativa debate proposta da LDO de 2027 e impactos de acordo envolvendo o BRB

Audiência pública conduzida pela CEOF discutiu projeções orçamentárias do DF e levantou questionamentos sobre reflexos fiscais de empréstimo de até R$ 6,5 bilhões.

A Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, nesta quarta-feira (3), uma audiência pública para discutir o Projeto de Lei nº 2323/2026, que estabelece as diretrizes para a elaboração do orçamento de 2027. Encaminhada pelo Poder Executivo, a proposta foi apresentada pela equipe econômica do Governo do Distrito Federal (GDF) e gerou debates sobre as metas fiscais, os investimentos previstos e os impactos do acordo firmado entre o DF e a União para viabilizar um empréstimo ao Banco de Brasília (BRB).

Ao abrir os trabalhos, o presidente da comissão, deputado Eduardo Pedrosa (União), criticou a ausência do secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino Oliveira. Segundo o parlamentar, a apresentação das projeções orçamentárias ao Legislativo deveria ser tratada como prioridade pela pasta.

Em seguida, o secretário-executivo de Finanças, Orçamento e Planejamento, Ailton Ferreira Cavalcante, explicou que o secretário precisou atender uma demanda emergencial. Além disso, garantiu que todas as discussões e questionamentos apresentados durante a audiência seriam encaminhados ao titular da pasta.

Projeção orçamentária para 2027

A apresentação técnica ficou a cargo do subsecretário de Orçamento Público, André Moreira Oliveira. Durante a exposição, ele explicou que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) orienta a política fiscal do governo, estabelece metas para receitas e despesas e serve de base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA).

De acordo com a proposta enviada à Câmara Legislativa, o orçamento do Distrito Federal para 2027 está estimado em R$ 74,97 bilhões. Desse montante, R$ 45,45 bilhões correspondem à arrecadação própria do DF. Já os outros R$ 29,52 bilhões deverão vir do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF).

Segundo os dados apresentados, os recursos do fundo serão destinados principalmente às áreas de segurança pública, saúde e educação. A previsão é de R$ 15,46 bilhões para segurança, R$ 8,52 bilhões para saúde e R$ 5,53 bilhões para educação.

Novas regras de controle fiscal

Durante a audiência, André Moreira destacou dispositivos incluídos no texto da LDO com foco no fortalecimento da responsabilidade fiscal.

Entre as novidades está o artigo 94, que prevê a responsabilização pessoal do ordenador de despesas em situações envolvendo gastos realizados sem dotação orçamentária suficiente ou em desacordo com os limites fiscais estabelecidos.

Além disso, o artigo 95 cria um mecanismo de contenção do crescimento das despesas de custeio. A medida poderá ser acionada em cenários de elevado comprometimento das receitas correntes do Distrito Federal.

Segundo o subsecretário, as mudanças seguem a estratégia da atual gestão de ampliar o planejamento governamental e fortalecer o controle dos gastos públicos.

Parlamentares questionam impactos para a saúde

Após a apresentação do relatório, parlamentares levantaram dúvidas sobre os efeitos das medidas fiscais previstas para os próximos anos. A deputada Dayse Amarilio (PSB) afirmou que o documento ainda não esclarece o tamanho do déficit do governo nem os impactos que eventuais cortes poderão causar na área da saúde.

Além disso, a parlamentar questionou os possíveis reflexos do acordo que permitirá ao BRB contratar um empréstimo de até R$ 6,5 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito.

Segundo Dayse, o risco fiscal decorrente da operação ainda não aparece de forma clara nas projeções apresentadas. A deputada destacou que o GDF atua como avalista da operação e poderá ser acionado em caso de inadimplência.

“O risco fiscal do BRB não está incluído. O GDF entrou como avalista desse acordo e, uma vez havendo inadimplência, o governo pode ter esse valor retirado da fonte 100. Esse valor vai sair de onde?”, questionou.

Uma das cláusulas do acordo estabelece que o governo não poderá conceder reajustes salariais, criar cargos ou realizar concursos públicos, exceto para reposição de vacâncias, até a quitação do empréstimo ou até alcançar o índice Capag A+, indicador que mede a capacidade de pagamento dos entes federativos.

Em resposta, Ailton Ferreira Cavalcante afirmou que a equipe econômica ainda analisa os impactos da operação e informou que os questionamentos apresentados pelos deputados receberão respostas posteriormente.

Educação e contratação de servidores entram no debate

Durante a audiência, Eduardo Pedrosa também cobrou garantias para a contratação de profissionais da saúde e de psicólogos destinados à rede pública de ensino.

Segundo o parlamentar, a ampliação da infraestrutura pública precisa vir acompanhada da contratação de pessoal para garantir o funcionamento adequado dos serviços.

“Do que vale um prédio novo e equipado sem profissionais dentro para atender a população?”, argumentou.

Por sua vez, a deputada Jaqueline Silva (MDB) voltou a criticar a ausência do secretário de Economia e defendeu a manutenção de programas vinculados à Secretaria de Educação.

Entre as iniciativas citadas pela parlamentar estão o Cartão Material Escolar, a distribuição de uniformes e a oferta de vagas em creches. Segundo ela, esses programas exercem impacto social e econômico relevante no Distrito Federal.

Governo prevê redução do déficit

Ao final da audiência, o secretário-adjunto de Economia, Marcelo Alvim, afirmou que as medidas de contingenciamento e ajuste fiscal adotadas pela nova equipe econômica deverão contribuir para a recuperação das contas públicas.

Segundo ele, o governo trabalha para ampliar a arrecadação e reduzir o déficit estimado em aproximadamente R$ 2 bilhões.

“Estamos num esforço de aumentar a arrecadação para cobrir esse déficit de R$ 2 bilhões em seis meses. Entrei aqui para isso”, concluiu.

Continue Lendo

Lula sanciona lei que amplia proteção aos honorários advocatícios

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quarta-feira (22), a Lei nº 15.472, que altera o Estatuto da Advocacia e reforça a...

DF entra em alerta amarelo para baixa umidade; tempo seco deve persistir por uma semana

O Distrito Federal está em alerta amarelo para baixa umidade relativa do ar nesta quarta-feira (22). O aviso emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia...

Distrito Federal segue em alerta para baixa umidade pelo terceiro dia consecutivo

O Distrito Federal permanece em alerta para baixa umidade do ar pelo terceiro dia consecutivo. O aviso de perigo potencial, emitido pelo Instituto Nacional...

Serviço de patinetes elétricos compartilhados está disponível em 11 regiões do Distrito Federal

Os patinetes elétricos compartilhados têm se consolidado como uma alternativa de mobilidade urbana no Distrito Federal. Atualmente, o serviço está disponível em 11 regiões...

Ouvidoria do TJDFT muda temporariamente local de atendimento presencial nesta segunda e terça-feira

A Ouvidoria-Geral do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) alterou temporariamente o local de atendimento presencial nesta segunda-feira (20) e...

Comentários

BANNER INTERNAS SIDEBAR ACIMA ÚLTIMAS 1
BANNER INTERNAS SIDEBAR ACIMA ÚLTIMAS 3

Últimas notícias

BANNER INTERNAS SIDEBAR ABAIXO ÚLTIMAS