O Governo do Distrito Federal (GDF) lançou, nesta sexta-feira (26), o edital de licitação para a construção do Bloco de Doenças Raras do Hospital de Apoio de Brasília (HAB), localizado no Noroeste. A iniciativa prevê investimento de R$ 36,9 milhões e tem como objetivo ampliar a capacidade de atendimento, unificar serviços especializados e fortalecer o Distrito Federal como referência nacional no diagnóstico e tratamento de doenças raras.
A ordem de serviço para abertura da licitação foi assinada pela governadora Celina Leão. O novo bloco será construído dentro do complexo do HAB e reunirá, em uma única unidade, serviços que atualmente estão distribuídos em diferentes hospitais da rede pública, reduzindo deslocamentos dos pacientes e tornando o atendimento mais integrado.
O investimento máximo previsto para a obra é de R$ 36.897.301,22. A contratação será realizada pelo modelo de contratação integrada, no qual a empresa vencedora ficará responsável pela elaboração dos projetos de arquitetura e engenharia, execução da obra, instalação de equipamentos, testes e entrega da unidade pronta para funcionamento.
Com área construída de 4.005,72 metros quadrados, o novo centro foi projetado para oferecer atendimento integral, desde o diagnóstico até o tratamento e o aconselhamento genético. A estrutura contará com ambientes acessíveis e humanizados, voltados ao atendimento de crianças, pessoas com deficiência, pacientes com doenças crônicas e seus familiares.
Atualmente, a Unidade de Genética do HAB já é habilitada pelo Ministério da Saúde como Serviço de Referência em Doenças Raras para a região Centro-Oeste. Entretanto, limitações estruturais fazem com que parte dos atendimentos dependa do suporte de outras unidades da rede pública. Com o novo bloco, ambulatórios, laboratórios especializados e salas de infusão passarão a funcionar em um único espaço.
Segundo o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, a nova estrutura também deverá impulsionar a pesquisa científica e contribuir para o desenvolvimento de novas linhas de tratamento. A expectativa é ampliar a capacidade de diagnóstico precoce e fortalecer estudos voltados às doenças raras.
O impacto da iniciativa é comemorado por pacientes e familiares. Moradora de Sobradinho, Naiane Aparecida, mãe de Levi, de 3 anos, diagnosticado com galactosemia clássica por meio do teste do pezinho, afirma que o atendimento recebido no Hospital de Apoio foi fundamental desde os primeiros dias de vida do filho. Para ela, a ampliação da estrutura representa mais qualidade e acolhimento para as famílias que dependem do serviço.
A obra será executada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). O edifício será dividido em três pavimentos: o semienterrado, destinado aos consultórios e salas de infusão; o térreo, que reunirá laboratórios especializados, área administrativa, recepção de amostras e auditório; e o pavimento técnico, voltado aos sistemas operacionais da unidade.
O novo centro oferecerá serviços em genética clínica, biologia molecular, citogenética, oncogenética, neurogenética, tratamento de doenças metabólicas e triagem neonatal ampliada, além de atendimento multiprofissional. Também contará com espaços destinados à pesquisa, educação permanente e articulação da rede pública de saúde.
Durante a agenda, a governadora também inaugurou a nova sala de densitometria óssea do Hospital de Apoio. O equipamento permitirá ampliar a oferta de exames para diagnóstico precoce de osteoporose e outras doenças metabólicas, contribuindo para reduzir a fila de espera e fortalecer o atendimento à população do Distrito Federal e do Entorno.



