A Polícia Federal realizou nesta terça feira (29), em parceria com a Controladoria Geral da União deflagrou a segunda fase da Operação Nacar, para investigar fraudes nas contratações de organizações sociais, nas áreas de Saúde e da Educação na Prefeitura de Guarujá, que fica na região do litoral paulista. 
Foram cumpridos 55 mandados de busca e apreensão em diversas cidades do Estado de São Paulo.
Na Operação de hoje, a justiça também determinou o bloqueio de mais R$ 110 milhões em bens dos envolvidos, e o afastamento das pessoas em cargos comissionados e eletivos.
De acordo com os investigadores, após a primeira fase da Operação Nacar, em setembro do ano passado, que confirmou desvios nas contratações da área da saúde, a Polícia Federal descobriu a existência de esquema semelhante na área da Educação. Foram verificadas fraudes na contratação da merenda escolar e pagamento de propinas a empresários que totalizam mais de R$ 30 milhões.
Ainda na primeira fase da Operação Nacar, o prefeito de Guarujá Valter Suman chegou a ser preso e liberado em seguida. Suman também respondeu a um processo de impeachment na Câmara Municipal no final do ano passado, mas conseguiu maioria na Câmara a seu favor.
Em nota, a Prefeitura de Guarujá afirmou que agentes da Polícia Federal realizaram na manhã desta terça-feira (29) diligências nos paços municipais Moacir dos Santos Filho e Raphael Vitiello e que, como se trata de investigação em segredo de justiça, a Prefeitura também aguarda mais informações a respeito.
Fonte: Agência Brasil
