Na semana passada, as leis nº 7.190 e nº 7.191 foram sancionadas pelo governador Ibaneis Rocha e publicadas no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Com isso, foram criadas duas novas regiões administrativas (RAs): Arapoanga e Água Quente.
O objetivo do Governo do Distrito Federal (GDF) com as normas é iniciar a descentralização administrativa desses locais e garantir o desenvolvimento socioeconômico e uso racional dos recursos. Além disso, a medida contribui para implementação de melhorias, como infraestrutura, saneamento básico e estabelecimentos públicos como postos de saúde e escolas.
Nesse sentido, estima-se que 80 mil habitantes se beneficiarão nesse contexto – sendo cerca de 47 mil moradores em Arapoanga e 30 mil em Água Quente. Vale destacar que as duas áreas eram pertencentes a Planaltina e Recanto das Emas, respectivamente.
Desse modo, os primeiros passos foram dados para colocar em prática as novas leis. Conforme aponta o administrador de Planaltina, Célio Rodrigues, já foi formatado um estudo sobre gastos estimativos com pessoal, informática e obras de urbanização na cidade de Arapoanga para 2023.
No mais, foi realizada uma conversa com a Terracap para viabilizar uma área para um centro administrativo. “Onde possamos, neste centro administrativo, ter diversos equipamentos públicos, desde quartéis da PM e bombeiros, a própria sede da administração e o seu parque de serviço, além de uma unidade de pronto atendimento (UPA)”, comenta o gestor.
“É uma cidade que está surgindo com a força e a vontade da população e com o apoio do governo do DF”, salienta Rodrigues. “E não queremos criar somente mais uma região administrativa, queremos criar uma cidade onde sua população possa ter excelentes serviços prestados e condições de crescer e se desenvolver”.
Já a região de Água Quente, que se desvincula ao Recanto das Emas, também deve enfrentar diversos desafios. De acordo com o presidente da Associação de Moradores da nova cidade, Antônio Rodrigues Pereira, a oficialização da RA vai incentivar melhorias em áreas como educação e segurança. “É uma esperança muito grande para a comunidade local, a cidade tem que progredir”.
Por fim, o administrador de Recando das Emas, Wanderley Eres, comenta que não faltará suporte logístico à nova região administrativa até que consiga ter estrutura suficiente para caminhar de forma independente. “A princípio, o local já é atendido por uma gerência e no primeiro momento todo o material será transferido para a carga da nova RA”, antecipou. “E até a sua consolidação continuaremos dando o apoio logístico com caminhões e maquinários”, tranquiliza o gestor.
