O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) lançou o Informe Demográfico: Nascimentos e o Perfil das Mães no DF, contendo dados sobre o número de nascimentos na capital antes, durante e após o período mais crítico da pandemia de covid-19.
Segundo o informe, a taxa de fecundidade no Distrito Federal registrou uma queda de 7% durante o ano de 2022. Essa diminuição representa uma tendência observada nos últimos anos, refletindo mudanças nas dinâmicas sociais e demográficas da região.
A taxa de fecundidade é um indicador demográfico importante que mede o número médio de filhos nascidos vivos por mulher em idade fértil. A Taxa de Fecundidade Total (TFT) no DF entre 2011 e 2019 caiu 4%. Já em 2021, essa porcentagem foi 2,5 vezes maior, apresentando queda de 10%. Em 2022, o comportamento de queda seguiu persistente. No entanto, contraposto ao ano anterior (2021), foi de 7%.
Quando comparado à média nacional, a capital federal apresentou a menor TFT em 2021. Nesse mesmo ano, as taxas de fecundidade em todas as 27 unidades da Federação variaram entre 1,45% (DF) e 2,40% (Roraima).
Durante todos os anos avaliados, foi observado um aumento na média de filhos por mulheres entre 40 a 44 anos, enquanto ocorreu uma redução nos grupos de 15 a 19 e 20 a 24 anos. Entre as mães adolescentes de 15 a 19 anos, houve uma queda de 53%, indo de 50 para 24 filhos nascidos vivos a cada 1.000 mulheres. Por outro lado, o grupo de 40 a 44 anos registrou um aumento de 23%.
Nas regiões administrativas (RAs) de menor renda, como SCIA/Estrutural, Sol Nascente/Pôr do Sol e Varjão, observa-se a maior proporção de mães adolescentes entre 15 e 19 anos, enquanto as regiões de renda alta, como Lago Sul, Sudoeste/Octogonal e Jardim Botânico, apresentam a menor proporção nessa faixa etária. O mesmo padrão é observado para mães de 20 a 29 anos. Por outro lado, as regiões de alta renda, como Lagos Sul e Norte e Sudoeste/Octogonal, concentram a maior proporção de mulheres de 40 a 44 anos com filhos nascidos vivos, assim como aquelas na faixa etária avançada para o período reprodutivo (40 a 49 anos).
No ano de 2022, mais de 55% dos partos realizados no Distrito Federal foram cesáreos, com um predomínio de registros nas regiões administrativas do Lago Sul e Sudoeste/Octogonal. Nessas áreas, mais de dois terços dos partos foram realizados por meio de cirurgia, representando 69% e 66,5%, respectivamente. Por outro lado, os partos normais apresentaram maior número de ocorrências nas regiões de menor renda, como Sol Nascente/Pôr do Sol (59,3%) e SCIA/Estrutural (56,1%).
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