O Governo do Distrito Federal (GDF) enviou nesta segunda-feira (17) ao governo federal a proposta de reajuste salarial para as forças de segurança do DF. Após análise, a medida seguirá para aprovação no Congresso Nacional e, posteriormente, para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O aumento contempla as polícias Civil e Militar, além do Corpo de Bombeiros Militar, com impacto financeiro estimado em R$ 2,3 bilhões até 2026. O reajuste será custeado pelo Fundo Constitucional e pago em duas parcelas: a primeira em setembro deste ano e a segunda em maio de 2026. O governador Ibaneis Rocha oficializou o envio da proposta durante um evento na Praça do Buriti, com a presença de profissionais da segurança pública, sindicatos e parlamentares. Segundo ele, a equiparação salarial com a Polícia Federal é um debate antigo, travado há pelo menos dez anos, mas que só avançou recentemente com a união entre as corporações.
“Vocês terão do GDF o respeito que merecem e as melhores condições de trabalho possíveis. E isso não se faz com palavras, mas com ações. Reabrimos delegacias que estavam fechadas por falta de efetivo, promovemos policiais e bombeiros, concedemos reajuste de 18% e reforçamos as forças de segurança”, afirmou Ibaneis Rocha. Ele destacou que, desde 2019, sua gestão tem investido na valorização dos profissionais da área. A nova proposta prevê um reajuste médio de 30%, variando conforme o cargo e o tempo de serviço.
Nos últimos anos, algumas melhorias já foram implementadas. Em 2023 e 2024, a Medida Provisória nº 1.181 garantiu um reajuste médio de 18% para policiais e bombeiros. Em 2022, foi criado o auxílio-uniforme da Polícia Civil, no valor de R$ 3 mil anuais, e o auxílio-alimentação da corporação foi aumentado para R$ 1.392. Além disso, em 2020, a Lei nº 14.059 concedeu reajustes de 25% para policiais militares e bombeiros e de 8% para a Polícia Civil.
O governador também mencionou desafios futuros, como a contratação de 1.200 policiais militares até junho, além da nomeação de novos policiais civis e penais. “Sabemos que grande parte da criminalidade nasce dentro dos presídios. Precisamos reforçar o sistema, e isso está no nosso radar”, explicou. O secretário de Economia, Ney Ferraz, reforçou a importância do ajuste fiscal para viabilizar essas melhorias e destacou que a equiparação salarial com a Polícia Federal é uma demanda antiga. “As forças de segurança do DF serão as mais bem remuneradas do país”, afirmou.
O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, ressaltou os avanços na segurança da capital. “Brasília saiu da lista das 50 cidades mais violentas do mundo e, hoje, é a segunda capital mais segura do Brasil, caminhando para ser a primeira”, disse.
O Fundo Constitucional do DF, previsto na Constituição de 1988, financia a segurança pública da capital, além de serviços essenciais de saúde e educação. Durante o evento, representantes das corporações expressaram gratidão pelo reconhecimento.
“A integração entre as forças de segurança continuará. Aqui no DF, o crime não vai se firmar”, declarou a comandante-geral da PMDF, Ana Paula Habka. O delegado-geral da PCDF, José Werick de Carvalho, destacou melhorias recentes, como a implementação do Serviço Voluntário Gratificado, novos equipamentos e a entrega do IML e do DNA Forense. “Esse reajuste é um resgate histórico”, afirmou.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Leonardo Raslan, também celebrou a medida. “O governador tem demonstrado preocupação e reconhecimento. Bombeiro com moral alto reflete isso na sua missão”, declarou.