A Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF) participou, nesta terça-feira (15), de uma solenidade no Tribunal Superior do Trabalho (TST) que marcou o início da implementação do Plano de Compensação Ambiental, em conformidade com a Resolução CNJ nº 594/2024. O encontro selou uma parceria estratégica entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e o Poder Judiciário, com foco na neutralidade de carbono e na descarbonização institucional até 2030.
O plano prevê o plantio de 70 mil mudas de espécies nativas do Cerrado ao longo de quatro anos. A iniciativa inclui tanto a implantação quanto a manutenção das áreas de reflorestamento, contribuindo diretamente para a recuperação de áreas degradadas e a conservação da biodiversidade no bioma Cerrado.
A ação está inserida no Plano de Logística Sustentável do TST/CSJT e faz parte do Programa Justiça Carbono Zero, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além do TST, a cooperação envolve o Ministério Público do Trabalho e o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, que também aderiram à proposta conjunta com o GDF.
Para a vice-governadora do DF, Celina Leão, a iniciativa representa um compromisso com o futuro. “Este acordo representa mais do que o plantio de árvores, é a semeadura de um compromisso duradouro com o Cerrado, com a justiça climática e com as próximas gerações. Proteger o Cerrado é preservar a nossa identidade”, afirmou.
Segundo Celina, a proposta também reforça a capacidade de articulação entre instituições públicas: “Unir esforços com o Judiciário e o Ministério Público mostra que o diálogo interinstitucional pode gerar soluções reais. Brasília reafirma sua vocação como capital que une desenvolvimento, responsabilidade ambiental e inovação no serviço público”.
Por fim, o secretário do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes, destacou a relevância do projeto para a agenda climática local. “O Plano de Compensação Ambiental insere o meio ambiente no centro das decisões institucionais. Com o plantio das mudas nativas, avançamos na restauração ecológica e no combate aos efeitos das mudanças climáticas no DF”.
