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Atendimento de urgência ganha reforço com avanço da estrutura do Samu no DF

No Distrito Federal, milhares de emergências todos os anos dependem de decisões que precisam ser tomadas em minutos. Nesse cenário, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) permanece como um dos principais pilares da resposta rápida a situações críticas, nas quais o tempo pode definir o desfecho entre a vida e a morte.

A rede da Secretaria de Saúde do DF dispõe atualmente de 289 ambulâncias distribuídas entre regiões de saúde, unidades hospitalares e o próprio serviço móvel. Dentro dessa estrutura, o Samu atua com 38 viatura,  sendo 31 de suporte básico e sete de suporte avançado,  além do apoio aeromédico realizado em parceria com o Corpo de Bombeiros.

A dimensão da atuação aparece nos números. Em 2023, o serviço atendeu 88.957 ocorrências, incluindo atendimentos com ambulâncias e motos. Em 2024, foram 80.320 registros e, em 2025, o volume se manteve estável, com 80.626 atendimentos.

Segundo a diretora do Samu-DF, Lorhana Morais, o impacto do socorro começa antes mesmo da chegada da equipe especializada. “Em muitas situações, a primeira resposta vem de quem está ao lado da vítima. Quando a população recebe orientações básicas, conseguimos ganhar tempo precioso até que o atendimento chegue”, afirma.

Ela ressalta que intervenções simples podem ser decisivas. “Iniciar rapidamente a ressuscitação cardiopulmonar aumenta as chances de sobrevivência e diminui o risco de sequelas. Cada minuto conta quando falamos de emergências”, explica.

O fortalecimento das ações educativas também tem contribuído para o uso mais responsável do serviço. Nos últimos três anos, o número de trotes caiu de 16.075 em 2023 para 12.713 em 2024 e chegou a 4.543 em 2025.

“A informação transforma a forma como o serviço é utilizado. Quando as pessoas compreendem a importância do Samu, evitam acionar o sistema de maneira indevida e ajudam a preservar o atendimento para quem realmente precisa”, destaca Lorhana.

Entre as iniciativas voltadas à prevenção está o Projeto Samuzinho, que leva noções de primeiros socorros a estudantes de escolas públicas e privadas do Distrito Federal. A proposta é ampliar o conhecimento da população sobre como agir diante de situações de emergência.

Ao mesmo tempo, o serviço tem ampliado sua preparação para ocorrências relacionadas à saúde mental e ao atendimento de pessoas com transtorno do espectro autista. As equipes passaram por capacitação específica tanto na central de regulação quanto no atendimento em campo.

“O perfil das ocorrências mudou ao longo dos anos. Por isso, precisamos estar preparados para lidar não apenas com traumas físicos, mas também com situações que exigem abordagem mais sensível e especializada”, afirma.

O transporte de pacientes em estado crítico entre unidades hospitalares também ganhou mais agilidade com a atuação da Central de Regulação de Transporte Sanitário. Apenas no último trimestre, foram realizadas 1.392 remoções, com média de 16 deslocamentos por dia.

O processo de resposta é rápido: em cerca de 90 segundos são coletadas as informações iniciais da ocorrência e, na sequência, um dos médicos reguladores define o tipo de suporte necessário e orienta o solicitante até a chegada da equipe.

Nos últimos dois anos, a rede incorporou 74 novas viaturas e mantém o planejamento para novas aquisições. Protocolos assistenciais foram atualizados, ferramentas digitais de monitoramento implantadas e a integração entre unidades hospitalares ampliada, com foco na liberação de leitos e na redução do tempo de espera por transferências.

Além disso, a Secretaria de Saúde reforçou sua estrutura logística com a incorporação de 50 novos veículos, entre caminhões, furgões e vans especializadas. Utilizados na distribuição de medicamentos, apoio a campanhas de vacinação e ações assistenciais do SUS, esses equipamentos fazem parte de um investimento superior a R$ 28 milhões.

Para a diretora do Samu-DF, a combinação entre estrutura, qualificação e conscientização fortalece a resposta do sistema. “Quando conseguimos unir equipes preparadas, recursos adequados e uma população mais informada, o resultado é um atendimento mais rápido, eficiente e capaz de salvar mais vidas”, conclui.

Redação
Redaçãohttps://dfpost.com.br
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