As cortinas para a sucessão no Palácio do Buriti começam a se abrir.
Um novo levantamento de intenção de votos, realizado entre os dias 15 e 22 de dezembro de 2025, traz o termômetro mais atualizado sobre a corrida eleitoral de 2026 no Distrito Federal.
Com a saída do governador Ibaneis Rocha (MDB) após dois mandatos, o cenário revela uma disputa intensa pelo comando da capital e pelas duas cadeiras em jogo no Senado Federal.
A pesquisa aponta a atual vice-governadora, Celina Leão (PP), como a figura central na linha de sucessão.
Com o apoio já declarado de Ibaneis e a proximidade com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Celina consolida sua liderança nos cenários estimulados.
O desempenho de Celina impressiona pela distância em relação aos adversários.
No cenário estimulado mais amplo, a vice-governadora aparece com 39% das intenções de voto, mais que o dobro do segundo colocado, o ex-governador José Roberto Arruda, que registra 19%.
A força da candidatura governista fica ainda mais evidente em um cenário sem a presença de Arruda.
Nessa simulação, Celina salta para 52% das intenções de voto.
O número é simbólico e politicamente decisivo: tecnicamente, ela hoje venceria a eleição na primeira etapa da votação, superando a soma de todos os seus oponentes juntos, como Leandro Grass (15%), Paula Belmonte (8%) e Ricardo Cappelli (7%).
Além dos votos declarados, o que torna a posição de Celina Leão particularmente confortável é a sua baixa rejeição.
Na prática, isso significa que a vice-governadora tem um “teto” de crescimento muito mais alto que o de seus concorrentes.
Enquanto a maioria dos adversários luta para convencer um eleitorado que já demonstra forte resistência aos seus nomes, Celina desfruta de uma aceitação fluida entre os diferentes estratos sociais e econômicos do Distrito Federal.
O levantamento aponta que, mesmo com a redistribuição de brancos, nulos e indecisos (que somam entre 16% e 18%), a vantagem da líder permanece inabalável.
O cenário sugere que a estratégia de continuidade da gestão Ibaneis, somada ao perfil de articulação de Celina, encontrou ressonância direta com o eleitor brasiliense.
Se o ritmo atual for mantido, a oposição terá o desafio hercúleo de tentar nacionalizar a disputa ou buscar uma unidade que, até o momento, os números mostram ser insuficiente para frear o avanço da atual vice-governadora rumo ao comando do Buriti.

