Brasília amanheceu de luto neste sábado (14) com a notícia do falecimento de Paulo Fernando Melo da Costa, aos 58 anos.
O professor, jurista e ex-deputado federal passou mal durante a madrugada na capital federal e, embora tenha sido socorrido e encaminhado ao hospital, não resistiu, deixando a esposa e quatro filhos.
Natural de Brasília e nascido em 1967, Paulo Fernando consolidou uma trajetória multifacetada como advogado, jornalista e acadêmico.
Sua marca registrada era o profundo conhecimento técnico do Processo Legislativo, sendo considerado uma das maiores autoridades em Regimento Interno da Câmara dos Deputados.
Essa expertise o levou a transitar com desenvoltura pelos bastidores do Congresso Nacional por décadas, atuando tanto como assessor parlamentar no Senado e na Câmara quanto como docente e autor de obras especializadas.
No Executivo, ocupou cargos estratégicos, como o de secretário nacional adjunto da Pessoa Idosa no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, além de passagens pela Fundação de Apoio ao Preso Trabalhador (Funap).
Católico fervoroso, sua atuação pública foi fortemente pautada pela defesa dos valores da família e de movimentos pró-vida, temas que defendia com o rigor jurídico que lhe era peculiar.
Sua experiência nos corredores do poder culminou no exercício do mandato de deputado federal pelo Republicanos-DF.
Após obter quase 16 mil votos em 2022 e conquistar a primeira suplência, Paulo Fernando assumiu a cadeira na Câmara em março de 2023, onde permaneceu até janeiro de 2024.
No Parlamento, foi respeitado por aliados e adversários por seu perfil técnico e pela capacidade de diálogo fundamentada na lei.
A partida precoce do jurista gerou uma onda de consternação entre lideranças políticas e religiosas do Distrito Federal.
Nas redes sociais, amigos e alunos destacam não apenas o legado intelectual do professor, mas também sua última mensagem pública, postada poucas horas antes de falecer, na qual recomendava um filme religioso e convidava seus seguidores à reflexão.
Um gesto que agora reverbera como uma despedida serena de uma vida dedicada ao debate público e à formação de novas gerações de juristas.
