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Com ampliação da faixa etária, jovens até 19 anos e profissionais da saúde podem vacinar contra meningite

A estratégia é reforçar a cobertura vacinal que no último ano não conseguiu atingir a meta de 95% do Ministério da Saúde.

Meningite é uma inflamação nas membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, chamadas de meninges. É causada por bactérias, vírus e fungos, no entanto, nem todas são contagiosas.

No caso da vacina meningocócica C, que está sendo ofertada neste momento, protege contra o sorogrupo C da bactéria Neisseria meningitidis, também conhecida como meningococo. Essa bactéria provoca a meningite meningocócica, que é contagiosa e tem sua transmissão dada por gotículas e secreções.

Os principais sintomas conhecidos são: febre, rigidez na nuca, dor de cabeça intensa, vômitos e, em alguns casos, alterações neurológicas.

Até então, a vacina só era indicada para crianças com menos de 12 meses. Como a cobertura no Distrito Federal está em baixa, chegou a 75,8% em 2021, que é o menor índice registrado para crianças nessa faixa etária, a Secretaria de Saúde (SES) optou por ampliar a idade para conseguir manter a cobertura vacinal na cidade.

Sendo assim, pessoas com até 19 anos de idade que ainda não tomaram nenhuma dose da vacina meningocócica C podem procurar as salas de vacinação de rotina nos postos de saúde para se imunizarem. Além disso, profissionais da saúde da rede pública ou privada, também podem receber o imunizante.

A estimativa é que essa ampliação se mantenha até fevereiro de 2023, então voltará a ser indicada para crianças com menos de 12 meses.

É importante ressaltar que quem já tomou alguma dose da vacina meningocócica ACWY, que atualmente está prevista no calendário vacinal para crianças de 11 e 12 anos, não deve receber uma nova imunização. Logo, a orientação é consultar o cartão de vacina antes de procuras os postos.

A neurologista Adriana Ferreira Barros Areal, referência técnica distrital (RTD) da área, alerta sobre a gravidade da infecção e que pode deixar sequelas.  “Se o paciente não for tratado em tempo, além de sequelas, pode até morrer”.

No caso de pessoas adultas, a taxa de mortalidade pode chegar a 10% quando não houver tratamento em tempo hábil. Para crianças, as sequelas são principalmente no desenvolvimento cognitivo, motor, podendo apresentar crises convulsivas.

 

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