Nesta segunda-feira (21), após reunião no Palácio do Buriti, o Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou a construção de um novo campus da Universidade do Distrito Federal (UnDF) em Ceilândia. A nova edificação já tem um terreno reservado e será destinado à oferta de cursos na área de licenciatura.
Criada em julho de 2021, a UnDF já realiza atividades em Samambaia, Riacho Fundo e Asa Norte, por meio de instituições que integram o sistema de educação superior público distrital. Vale destacar que em junho foi inaugurado o primeiro campus da universidade no Lago Norte.
Nas palavras de Hélvia Paranaguá, secretária de Educação, o novo prédio faz parte das estratégias de descentralização do ensino no Distrito Federal. “Ceilândia receberá a parte de cursos para a área de educação, como pedagogia, letras e artes, o que para a gente da rede é muito bem-vindo, porque é a base da educação. Hoje, a presença de campi em outras áreas é fundamental e facilita o acesso dos estudantes, já que o ensino não fica concentrado em um só espaço”, aponta.
Além do campus da Ceilândia, novas estruturas serão construídas, como é o caso no Prédio Tecnológico de Brasília (Biotic). Em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa (FAPDF), o espaço será usado como sede da universidade, além de abrigar a biblioteca central da instituição.
“Nós vamos ajudar no que for possível para o fomento de mais pesquisa, tecnologia e informação no Distrito Federal, por meio da universidade. A estrutura física é apenas um dos elementos que vão ampliar a oferta de cursos e vagas para os nossos estudantes, o que é muito importante para o futuro da ciência no DF”, ressalta o diretor-presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior.
Por fim, cabe pontuar que os professores da universidade atuarão em um novo leque de cursos oferecidos pela instituição, relacionados às áreas de saúde, licenciatura, meio ambiente, engenharia e tecnologia.
“Esses cursos estão sendo preparados em seu arcabouço pedagógico didático para contemplar toda a legislação da UnDF, que preconiza metodologias ativas e estudos baseados nas metodologias problematizadoras, para que os estudantes da graduação possam fazer uma interlocução real entre pesquisa, ensino e extensão no trabalho”, afirma a reitora pró-tempore da universidade, Simone Benck.
