O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) conta atualmente com cerca de 300 membros recém-empossados que ingressaram na carreira de praça e estão participando do curso de formação, que dura dez meses e exige uma carga de treinamento de 1.600 horas. Após todo processo, os participantes estarão aptos para atender as demandas dos moradores do Distrito Federal.
Nesse sentido, os novos bombeiros são divididos em dez equipes – chamadas de pelotões – e executam as tarefas propostas em forma de rodízio, para garantir a participação em todas as atividades oferecidas.
No mais, além do curso de praça, também está sendo ministrada a formação para os membros que ingressaram na carreira como oficiais. Ao todo, são 23 oficiais em formação.
No que diz respeito à avaliação das atividades, as tarefas devem ser desempenhadas pelos aprendizes no tempo estipulado e da forma correta. Dessa forma, quem receber a nota 7 será aprovado. De outro lado, quem não atingir a pontuação, recebe mais duas chances. Caso o participante não logre êxito em nenhuma das três oportunidades, será reprovado e removido da corporação.
De acordo com o tenente Pedro Paulo Fonseca, responsável pela instrução dos novos praças: “O objetivo final é formar o bombeiro nas principais áreas de atuação, que são combate a incêndio, com 500 horas de instrução, e salvamento – altura, água, colisão de veículos e atendimento hospitalar – também com 500 horas”.
Ademais, segundo o tenente, a ideia é que durante os dez meses de curso o grupo consiga desempenhar de forma satisfatória todas as atividades. “Ao final do curso, eles já têm condições de atender a população. A gente conta com uma parte de ensino teórico, uma de prática e uma de avaliação. Quando chegar ao final do curso, precisamos ter a certeza de que eles estão minimamente preparados”, complementa.
Nessa perspectiva, o sargento Juliano Corttesi, que ministra atividades no curso de formação de praças, ressalta que as técnicas ensinadas são as mesmas que os bombeiros usarão diariamente no ambiente de trabalho.
Nesta terça-feira (6), o sargento ensinava escalada na chaminé e no mosaico, equipamentos usados para treinos. “Aqui, essa atividade é feita com a corda, mas eles precisam aprender a técnica correta a ser desenvolvida, caso precisem escalar uma parede e não tenha ninguém para fazer a segurança. Quando isso acontecer, alguém precisará subir primeiro e fazer segurança”, explica.
Por fim, vale destacar que os bombeiros em formação, em certo momento, são submetidos a um estágio realizado nas ruas do DF. “Na segunda metade do curso, eles começam a ir para as ruas para o estágio, que dura em média, dois meses”, explana.
