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Equipe multidisciplinar reforça atendimento em unidades básicas de saúde

Quem chega a uma unidade básica de saúde (UBS) pode contar com o apoio de uma equipe formada por especialistas de várias áreas para assegurar o melhor atendimento. Os profissionais do Núcleo Ampliado de Saúde da Família (Nasf) trabalham em parceria com as equipes de Saúde da Família (ESF) para aumentar a resolutividade e capacidade de respostas aos problemas da comunidade, minimizando, com isso, os casos na atenção secundária e terciária, o que contribui para a redução de gastos na rede pública de saúde.

Equipe do Nasf da UBS 2 de Taguatinga: especialistas de diversas áreas atuam pelo melhor atendimento aos pacientes | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

Atualmente existem 56 unidades do Nasf espalhadas pelo DF. Na prática, funciona assim: o paciente chega a uma UBS e é recebido pela equipe da enfermagem, depois passa por uma consulta com um médico de família ou enfermeiro – que, de acordo com a necessidade, compartilha o cuidado com a equipe interdisciplinar. O acompanhamento pode ser feito por um ou mais profissionais do Nasf, como terapeuta ocupacional, nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta, assistente social, farmacêutico ou fonoaudiólogo.

“Tive um problema vascular seríssimo e desde então comecei a participar do grupo. Eu fumei por muitos anos e, com a ajuda da turma nunca mais acendi um cigarro, e não quero acender mais”
Hermes Miguel Duarte de Oliveira, aposentado

“No Nasf, a gente trabalha de forma integrada e transversal com o paciente, pensando nele como um todo, por meio do atendimento de vários saberes”, salienta a fisioterapeuta Núbia Passos, do Nasf da UBS 2 de Taguatinga. “A equipe multidisciplinar do Nasf atua numa doença, mas o tratamento não é centrado num nicho profissional”, reforça a nutricionista Cristiane Campos.

Além de Núbia Passos e Cristiane Campos, fazem parte do Nasf da UBS 2 de Taguatinga a psicóloga Jouve Glória, a assistente social Kátia Helena Duarte, a fonoaudióloga Leila Kato e o farmacêutico Sérgio Ramos. Juntos, eles são responsáveis pelo atendimento de cerca de 40 mil pacientes em Taguatinga, espalhados por oito grupos que atendem diferentes faixas etárias e tipos de comorbidades: queda para idosos, coluna ou dor crônica, obesidade, luto, vivência, alimentação saudável, depressão e desenvolvimento – este para crianças. Cada grupo tem dez integrantes.

“Esse é o grupo padrão de um Nasf, que pode ter alterações na sua formação na categoria de profissionais de acordo com a necessidade de cada realidade social de uma cidade”, detalha Leila Kato. “Tem grupos que são contínuos; outros, como o de alimentação saudável, por exemplo, contam com dez sessões”, destaca Núbia Passos.

“Fui encaminhado para a UBS 2 de Taguatinga para dar continuidade ao atendimento e fiquei impressionado ao conhecer o trabalho da equipe”, conta o servidor Marcelo de Jesus Neves | Foto: Arquivo pessoal

Um dos pacientes assistidos pelo Nasf da UBS 2 de Taguatinga é o aposentado Hermes Miguel Duarte de Oliveira, 68, há mais de um ano integrante do grupo de tabagismo. “Tive um problema vascular seríssimo e desde então comecei a participar do grupo. Eu fumei por muitos anos e, com a ajuda da turma, nunca mais acendi um cigarro, não quero acender mais”, comemora. “Faltei só a uma reunião até hoje. O Nasf é muito importante e dá muito apoio para a gente”.

Com problemas na coluna, o servidor Marcelo de Jesus Neves, 41, soube da existência do Nasf após ser atendido no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). “Fui encaminhado para a UBS 2 de Taguatinga para dar continuidade ao atendimento e fiquei impressionado ao conhecer o trabalho da equipe”, conta. “Os profissionais prestam um serviço com muito carinho e cuidado; é perceptível o amor deles pelo que fazem, demonstrando preocupação com cada um dos integrantes do grupo”.

Desde 2008 em funcionamento em todo o país, os núcleos ampliados de saúde da família também atuam com atendimentos residenciais e em escolas. “Normalmente, os agentes das UBSs são provocados a atender essa demanda. Se há alguém doente em uma residência e não consegue se locomover, então a equipe se organiza e faz a visita durante um dia da semana”, explica Núbia Passos. “No caso das escolas, geralmente são realizadas ações temáticas, quando solicitado. A última que fizemos foi sobre saúde mental, envolvendo tabagismo, porque havia um índice muito grande de estudantes fumando aqueles cigarros eletrônicos”.

Equipe multidisciplinar reforça atendimento em unidades básicas de saúde

Fonte: Agência Brasília

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