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Saúde atua para interromper transmissão vertical da doença de Chagas

Objetivo é estabelecer ações que contribuam para que gestantes não transmitam para crianças.

Profissionais de saúde do Distrito Federal participaram de uma reunião na última quarta-feira (19) com representantes do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) para discutir ações que possam contribuir para a interrupção da transmissão vertical da doença de Chagas. O encontro foi realizado como parte do 1º Fórum Ampliado de Transmissão Vertical da Doença de Chagas e da Sífilis.

Em 2022, foi estabelecido o Pacto Nacional para a Eliminação da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis, Hepatite e Doença de Chagas. Diferentemente da sífilis, que já conta com um plano de monitoramento e enfrentamento em implementação, a doença de Chagas pode ser eliminada por meio da atenção qualificada no pré-natal e no período neonatal, além do diagnóstico e tratamento de mulheres em idade fértil infectadas pelo Trypanosoma cruzi, para reduzir a possibilidade de transmissão para o feto.

A rede pública de saúde do Distrito Federal realiza desde 2014 a triagem de gestantes infectadas no primeiro trimestre do pré-natal, o que a coloca em destaque em relação às outras unidades federativas. No último bimestre de 2022, foi iniciada a investigação de filhos de mães com doença de Chagas na gestação de 2017 a 2021 para avançar no mapeamento do cenário epidemiológico da doença de Chagas congênita. O inquérito é coordenado pela Gerência de Vigilância das Doenças Transmissíveis.

“A coleta de dados vai nos auxiliar na realização de um diagnóstico situacional para posterior implementação de medidas de prevenção e controle no âmbito da saúde pública do Distrito Federal. Quanto mais informações e opiniões colhermos dos envolvidos, mais capazes seremos de encontrar êxito no desenvolvimento de políticas públicas”, explica a referência técnica distrital em Vigilância da Doença de Chagas, Gizeli de Lima.

Os debates do fórum tiveram como objetivo apresentar os dados parciais da investigação de Chagas para os profissionais que atuam diretamente no serviço, além de permitir a reflexão sobre o que já está implementado e do que pode ser aprimorado para a interrupção das doenças congênitas.

“Estamos alinhados com o Pacto Nacional. Esse momento foi muito importante para que cada profissional se reconheça como um ator importante nesse fluxo de trabalho, enxergando o que o outro faz e qual o impacto na minha atividade”, avalia a gerente substituta da Vigilância das Doenças Transmissíveis (GVDT), Marília Graber França.

A Gerência de Vigilância das Doenças Transmissíveis e a Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Subsecretaria de Vigilância em Saúde estão trabalhando na estruturação de uma linha de cuidados que contemple a doença de Chagas em todas as suas fases, além da eliminação da transmissão vertical. Isso inclui o diagnóstico, tratamento, fortalecimento da vigilância e educação permanente.

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