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Cães da PMDF reforçam a segurança nos abrigos para vítimas das enchentes no Sul

Os pastores-belga-malinois Lisa e Scoot, do BPCães, desempenharam um papel crucial na detecção de drogas e armas ocultas, protegendo a população gaúcha em um momento de extrema vulnerabilidade.

Em uma ação coordenada de solidariedade, o Governo do Distrito Federal (GDF) desempenha um papel essencial na resposta à crise severa enfrentada pelo estado do Rio Grande do Sul, devido às cheias que têm assolado a região. Diversas frentes de trabalho estão mobilizadas, incluindo agentes de segurança e resgate da Polícia Militar (PMDF), Polícia Civil (PCDF), Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e servidores da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes). Entre os servidores destacados para auxiliar na missão de socorro ao povo gaúcho, destacam-se dois membros especiais do Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães): Lisa e Scoot. Estes pastores-belga-malinois atuaram por 20 dias em abrigos nas cidades de Porto Alegre, Alvorada e Canoas, desempenhando um papel crucial no policiamento ostensivo e na garantia da segurança das vítimas das enchentes abrigadas desde o início da tragédia.

Treinados para detectar armas e drogas, os cães K9 Scoot e Lisa trabalharam em conjunto com 25 policiais militares especializados dos grupamentos BPCães, Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Operações Lacustres e Patamo, ampliando a capacidade das forças de segurança em manter a ordem e proteger os cidadãos em um momento de extrema vulnerabilidade. “Os cães foram fundamentais no policiamento ostensivo dos abrigos e também ajudaram a descontrair as crianças”, explica o segundo-sargento Tadeu Dávalos. “Paralelamente, combatíamos o tráfico nos abrigos. Assim, se alguém tentasse passar drogas, conseguíamos localizar e retirar o entorpecente do abrigo”, acrescenta o militar.

Todos os militares destacados para a operação humanitária são voluntários. “Fomos informados da necessidade de oito militares do BPCães e, prontamente, buscamos voluntários. Como trabalhamos com binômios, escolhemos o policial e o cão já certificados pelo batalhão”, detalha o coronel Carlos Reis, comandante do BPCães. O coronel destaca que, além da crise humanitária, um dos desafios enfrentados pela equipe foi a rápida adaptação dos cães ao clima gaúcho. “O ambiente é muito diferente do que estamos acostumados. Até os policiais locais relataram dificuldades. Aqui, o clima é quente e lá enfrentamos temperaturas abaixo de 10º C, o que foi bastante desafiador, sem contar a questão social”, relata.

Treinamento e Parceria

Assim como os mais de 50 cães do batalhão, Scoot e Lisa recebem treinamento desde cedo. A corporação inicia o adestramento dos animais logo na primeira infância. “O trabalho começa ainda filhote, com 45 dias de vida. O cão trabalha com base na repetição e no agrado. Se ele trabalha com vontade, é mais feliz e fica mais disposto a realizar qualquer tarefa que lhe seja imposta”, resume o terceiro-sargento Phelipe Fraga.

O terceiro-sargento Phelipe Fraga detalha o treinamento: “O trabalho começa ainda filhote, com 45 dias de vida. O cão trabalha com base na repetição e no agrado. Se ele trabalha com vontade, é mais feliz e fica mais disposto a realizar qualquer tarefa que lhe seja imposta.”

Com o tempo, o treinamento evolui, incluindo saídas para reconhecimento de áreas comuns de atuação, como rodoviárias, hotéis, elevadores e escadas rolantes, até o preparo específico para as atividades de cães policiais, como detecção de explosivos, narcóticos, armas, e busca e captura por odor específico. “No caso da Lisa, ela sempre esteve sob minha responsabilidade e é especializada em busca de armas e drogas, além de estar sendo treinada para busca de pessoas em fuga”, continua o militar, ressaltando também a importância do vínculo forte com os policiais, resultando no binômio cão-policial.

Com sete meses, os cães estão preparados após o treinamento, mas geralmente é a partir de um ano e meio que começam a atuar em operações nas ruas. Se tudo correr bem, a nova ninhada poderá se tornar K9 no próximo ano, reforçando as operações policiais em resgates de pessoas desaparecidas, busca e captura, e detecção de drogas, armas e explosivos.

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