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Bacia do Drenar DF enche pela primeira vez

O volume de chuva registrado na madrugada desta quinta-feira (23) na Asa Norte foi captado, parcialmente, pela bacia de detenção do Drenar DF e chegou a 80 centímetros. É a primeira vez que o reservatório recebe água pluvial desde a recente ligação de parte da nova infraestrutura de drenagem à rede antiga de captação.

A ligação das duas redes ocorreu na quarta-feira (22), com a perfuração de dois dispositivos de derivação (duas janelas de 1,5 metros). São essas duas aberturas que ligam a rede existente à nova. A partir dessa conexão, a água da chuva cai na rede nova. Esse processo elimina o risco de sobrecarga do sistema antigo, uma vez que a maior parte da captação será direcionada para o sistema novo.

Segundo o diretor técnico da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), Hamilton Lourenço Filho, o resultado do enchimento da bacia após a ligação das redes foi considerado satisfatório.

“Estamos bastante satisfeitos. Isso mostra que parte da rede liberada e a bacia já estão funcionando como o esperado, fazendo a captação da chuva”, destaca.

Segundo técnicos da Terracap, a lâmina d’água subiu 80 centímetros na bacia. O reservatório ocupa terreno de 37 mil m², possui uma capacidade de até 96 mil m³ de água e volume útil de 70 mil m³.

Lixo aparente

Na manhã desta quinta, foi possível ver resíduos sólidos que foram levados pela rede de tubulação até a bacia de detenção. O Governo do Distrito Federal (GDF) orienta os moradores da capital a fazerem o descarte adequado do lixo para que os materiais não cheguem às galerias pluviais, evitando o registro de enchentes e alagamentos.

“É normal que as primeiras chuvas acabem carregando matéria sólida, folhas e galhos. Mas é muito inconveniente vermos o sistema de drenagem carregando lixo, plástico e entulho”, pontua Lourenço Filho. “Nós pedimos para que a população tenha essa consciência de que lugar de lixo é no lixo. O descarte precisa ser no lugar correto para que a coleta seja feita de forma adequada pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Não ter essa consciência tem um custo ambiental muito grande.”

“Nós pedimos para que a população tenha essa consciência de que lugar de lixo é no lixo. O descarte precisa ser no lugar correto para que a coleta seja feita de forma adequada pelo SLU”

Hamilton Lourenço Filho, diretor técnico da Terracap

Embora o lixo tenha chegado à bacia, o material foi triado pelo sistema do Drenar DF. Pelo projeto, o índice de sujeira é separado da água da chuva por meio do processo de decantação. Após essa etapa, a água presente no tanque segue para os vertedores de saída do reservatório, que possuem túneis de 2,6 metros de diâmetro responsáveis por conduzir o volume até o Lago Paranoá.

Materiais acumulados e resíduos sólidos serão recolhidos pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), que ficará responsável pela manutenção do reservatório.

Impacto na vida da população

Embora o sistema não esteja funcionando de forma integral ainda, quem já sofreu com os alagamentos na região da faixa 2 Norte começa a perceber a mudança. Esdras Magalhães Lins Filho é bancário e trabalha no Setor Bancário Norte (SBN) há quase 10 anos.

Morador da Asa Norte, Esdras conta que já ficou preso em meio às fortes chuvas no setor que tem histórico de enchentes e alagamentos. Hoje, ao chegar para trabalhar, no entanto, a realidade foi diferente. “Foi como se nem tivesse chovido. O Drenar DF é uma obra muito importante”, afirma.

Também bancário, Nilton Henrique Cazzaniga relata que o novo sistema de drenagem leva alívio para o seu dia a dia. “Hoje eu vim trabalhar com a certeza de que chegaria com tranquilidade. O Drenar DF vai ser uma garantia de que tudo ficará como está hoje, mesmo após fortes chuvas”, diz.

Drenar DF

Com um investimento de R$ 180 milhões, o Drenar DF é o maior programa de captação e escoamento de águas pluviais do Governo do Distrito Federal (GDF). O projeto duplicará a capacidade de escoamento da Asa Norte sem modificar a rede existente, dando fim a enchentes recorrentes em todo o período de chuvas.

A rede de tubulação começa na altura da Arena BRB Mané Garrincha e vai até o Lago Paranoá, seguindo em paralelo às quadras 902 (perto do Colégio Militar), 702, 302, 102, 202 e 402, cruzando a W3 Norte e o Eixo Rodoviário Norte (Eixão), além da via L2 Norte, e chega à L4 Norte.

Fonte: Agência Brasília

Redação
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