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Desigualdade ambiental: deputados cobram distribuição justa do plantio de árvores no DF

Parlamentares destacam concentração de mudas em áreas nobres e pedem políticas públicas para arborização.

O plantio de árvores nas regiões administrativas do Distrito Federal foi tema de debate na Câmara Legislativa na tarde desta terça-feira (11). Parlamentares denunciaram a disparidade na distribuição de mudas, ressaltando que áreas mais nobres receberam a maior parte do plantio, enquanto regiões com maior população e necessidade ficaram de fora.

O deputado Fábio Félix (PSOL) chamou a atenção para os dados obtidos por meio de um requerimento enviado à Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Segundo ele, as regiões que mais receberam árvores no último ano foram Plano Piloto, Lago Sul e Park Way, que possuem menor densidade populacional. “A realidade da cidade é de desigualdade ambiental. Ontem tivemos o dia mais quente do ano no DF e precisamos de uma política pública de arborização. Não dá para o Plano Piloto ganhar 8 mil mudas de árvores e outras grandes cidades do DF não receberem nada”, criticou.

O deputado Wellington Luiz (MDB) reforçou a preocupação e pediu mais atenção do governo para o problema. “Os dados são preocupantes e sabemos que há regiões do DF que necessitam de mais árvores”, declarou. Já o deputado Pastor Daniel de Castro (PP) ressaltou que o plantio de árvores é uma medida essencial para a qualidade de vida da população. “Isso é fundamental para a saúde das pessoas. A falta de árvores em Vicente Pires me preocupa particularmente e venho conversando com o governo para buscarmos uma solução”, afirmou.

A importância do plantio de árvores para a qualidade de vida

Especialistas apontam que a arborização urbana vai além da estética e desempenha um papel crucial na regulação climática e na saúde pública. O plantio de árvores contribui para a redução das ilhas de calor, melhora a qualidade do ar e proporciona áreas de convivência para a população. No entanto, a concentração do plantio em áreas nobres reforça desigualdades ambientais e expõe moradores das regiões periféricas a impactos mais severos das mudanças climáticas. Dessa forma, é fundamental que políticas públicas garantam um planejamento urbano sustentável, priorizando regiões mais carentes e promovendo o envolvimento da comunidade na preservação das áreas verdes.

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