As equipes de saúde do Distrito Federal já aplicaram mais de 594 mil doses da vacina contra a gripe entre janeiro e 22 de junho deste ano. Apesar do avanço na cobertura vacinal, a adesão entre gestantes segue baixa: apenas 1,4 mil doses foram administradas nesse grupo, um dos mais vulneráveis a complicações causadas pelo vírus influenza.
A gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), Tereza Luiza Pereira, reforça que a imunização é a principal estratégia para evitar agravamentos da doença, internações e mortes. “A vacina contra a influenza é segura para ser administrada em gestantes e puérperas, apresentando poucos efeitos colaterais, como leve dor no braço e febre baixa, que desaparecem em um ou dois dias”, afirma.
De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina pode ser aplicada em qualquer fase da gestação e até 45 dias após o parto. Para receber a dose, basta apresentar informações sobre a gravidez ou um documento que comprove o puerpério.
Os subtipos do vírus influenza A — especialmente H1N1 e H3N2 — são os mais perigosos para gestantes, por estarem relacionados a maiores taxas de hospitalização e complicações respiratórias. “O tipo B é menos severo, mas toda gripe durante a gravidez deve ser levada a sério”, destaca a gerente da SES-DF. Entre as possíveis complicações estão pneumonia, insuficiência cardiorrespiratória, parto prematuro e até óbito materno ou fetal.
Além das gestantes, a Secretaria de Saúde também tem foco em ampliar a vacinação entre crianças e pessoas com comorbidades — grupos considerados de risco. No Distrito Federal, toda a população a partir de seis meses de idade pode se imunizar contra a gripe. A vacina está disponível gratuitamente em 164 salas de vacina nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Para receber a dose, é necessário apresentar documento de identidade e, se possível, a caderneta de vacinação.
