A galeria do plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) foi ocupada, na sessão desta quarta-feira (10), por representantes das Áreas de Regularização de Interesse Social (Aris). Sob a coordenação do Movimento Vida e Água para as Aris, os moradores entregaram um documento com propostas para serem incluídas no Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT).
A mobilização contou com o apoio de diversos parlamentares, que pediram ao governo a suspensão imediata das operações de derrubada de moradias até a aprovação do novo PDOT. O deputado Fábio Felix (PSOL), presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos e Socioambientais das Aris, afirmou que a luta pela regularização depende da mobilização popular. “Só vamos arrancar a regularização no PDOT com luta, não tem outra forma. Se o PDOT vai ser votado até dezembro, por que não parar as derrubadas até lá?”, questionou.
O deputado Gabriel Magno (PT) destacou que as Aris são fundamentais para o desenvolvimento social, econômico e ambiental do Distrito Federal e classificou o ato como um alerta sobre a relevância do debate. Na mesma linha, Rogério Morro da Cruz (PRD) reforçou a necessidade de garantir a escrituração das terras e defendeu: “O governo tem de cessar as derrubadas enquanto não for definido o que pode e o que não pode ficar”.
Chico Vigilante (PT) elogiou a continuidade da articulação dos moradores, lembrando conquistas como a chegada de água tratada à comunidade Fazendinha, no Sol Nascente. Já o presidente da CLDF, Wellington Luiz (MDB), e o primeiro vice-presidente, Ricardo Vale (PT), colocaram seus mandatos à disposição da causa, reafirmando o compromisso do Legislativo com a defesa do direito à moradia.
