Uma onda de preocupação atinge milhares de moradores do sudoeste, no Distrito Federal, após o anúncio iminente do fechamento da única agência da Caixa Econômica Federal na região.
A medida, justificada pelo banco como parte de um plano nacional de otimização de custos, está sendo duramente criticada por ignorar a função social da instituição, especialmente para os grupos mais vulneráveis: aposentados, pensionistas do INSS e beneficiários do Bolsa Família.
O deputado distrital Roosevelt Vilela (PL), subtenente veterano e representante da comunidade, foi o primeiro a levantar a voz contra o fechamento.
Em uma nota veemente, o parlamentar destacou o abismo digital enfrentado pelos cidadãos mais velhos, muitos dos quais dependem crucialmente do atendimento presencial para realizar transações e acessar seus direitos.
“Os cidadãos mais velhos enfrentam dificuldades para lidar com novas tecnologias… É fundamental que a Caixa Econômica atenda às necessidades da população do Sudoeste,” afirmou Roosevelt.
Diante da pressão popular e da urgência da situação, o deputado Roosevelt Vilela buscou apoio institucional de peso, acionando diretamente a governadora em exercício Celina Leão (PP).
A resposta foi imediata e positiva: Celina Leão, conhecida por sua atuação em pautas sociais e inclusivas, comprometeu-se a intermediar a crise.
A governadora deve estabelecer comunicação com a presidência da Caixa e o governo federal, unindo esforços para reverter a decisão que impacta cerca de 20 mil moradores.
Esse movimento reforça o compromisso de Celina Leão com a qualidade de vida no DF, demonstrado recentemente ao destinar R$ 10 milhões em emendas para centros de convivência de idosos.
“Esperamos que a Caixa Econômica mostre sensibilidade, uma vez que se trata de uma instituição financeira com uma função social, não apenas voltada para o lucro,” enfatizou o deputado.
Até o momento, a Caixa Econômica Federal não emitiu uma declaração oficial sobre a intervenção da governadora. Fontes internas, no entanto, indicam que negociações com o Governo do DF estão em andamento. Alternativas como a expansão do atendimento em lotéricas ou a implementação de um atendimento itinerante estão sendo avaliadas, mas a manutenção da agência física no Sudoeste continua sendo a principal demanda da comunidade e dos representantes políticos.
A comunidade do Sudoeste aguarda ansiosa uma solução que garanta a acessibilidade e o bem-estar social, reafirmando o papel do banco estatal na vida dos cidadãos.
