O Distrito Federal vem consolidando sua posição como uma das regiões com maior malha cicloviária do país. Atualmente, são 727 quilômetros de ciclovias distribuídas em 32 regiões administrativas – número que representa um crescimento de 55% em relação a 2018. A meta do Governo do Distrito Federal (GDF) é superar a marca de mil quilômetros de extensão, com a implantação de novos trechos e a integração das rotas já existentes.
Entre os projetos em andamento está a construção de uma ciclovia de cerca de 10 quilômetros, que ligará a Cidade Estrutural à Cidade do Automóvel e à Pista do Jóquei (DF-087), chegando até a Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB). A obra, conduzida pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), representa um investimento de R$ 2 milhões e integra um plano mais amplo de interligação cicloviária entre áreas de grande fluxo de trabalhadores.
Segundo o superintendente de Obras do DER, Cristiano Cavalcante, os serviços estão na fase de terraplenagem. Ele explica que o novo trajeto se conecta à ciclovia da EPNB, em fase final de construção, formando um anel cicloviário contínuo que permitirá deslocamentos mais seguros e eficientes. “Esse trecho faz parte de um projeto maior que conectará todas as regiões administrativas do eixo centro-norte”, afirma.
O investimento faz parte do programa Vai de Bike, lançado pelo GDF para ampliar a infraestrutura cicloviária do DF. A iniciativa prevê a construção de 300 quilômetros adicionais de ciclovias, a instalação de 3 mil paraciclos e a revitalização de trechos já existentes. A licitação para os novos equipamentos, publicada em fevereiro, prevê um investimento superior a R$ 2,7 milhões.
De acordo com o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, as ações do governo buscam incentivar o transporte sustentável e reduzir o uso de automóveis. “Mobilidade ativa é vida. Falar em bicicleta é falar de saúde e sustentabilidade. Com os novos 300 km, Brasília ultrapassará mil quilômetros de ciclovias”, afirma.
Além da Estrutural, outras obras reforçam a expansão da rede. O DER executa 40 quilômetros de travessias cicloviárias, com investimento de R$ 8 milhões, e mantém um contrato que permite construir até 40 quilômetros de ciclovias por ano, com aporte de R$ 7,5 milhões anuais. Entre os trechos em execução estão os das vias EPNB, EPDB, EPIG, Guará–Bandeirante e Park Sul, todos projetados para integrar ciclovias já existentes e facilitar o acesso ao transporte coletivo.
O administrador regional da Estrutural, Alceu Prestes, destaca que o novo trecho beneficiará diretamente os moradores da região. “Esse investimento vai atender moradores de Taguatinga, Vicente Pires, Estrutural, SIA e Cruzeiro. A população usa muito a bicicleta e terá trajetos seguros para o deslocamento diário”, explica.
O ciclista e ativista Nicolas Ubirajara também avalia positivamente as obras. Para ele, as novas conexões permitem deslocamentos entre diferentes regiões com mais segurança e conforto. “Com a interligação das ciclovias, será possível se deslocar entre regiões com mais segurança e ainda reduzir o uso do carro, promovendo um transporte mais limpo e saudável”, afirma.
O GDF aposta ainda em políticas complementares de incentivo à mobilidade sustentável, como os sistemas de bicicletas e patinetes compartilhados, disponíveis por aplicativo, e o programa Vai de Graça, que garante transporte público gratuito aos domingos e feriados. A estratégia busca integrar diferentes modais, ampliando as opções de deslocamento e tornando o transporte urbano mais acessível e eficiente.
