Três meses após ser inaugurado, em 23 de julho deste ano, o hotel social do Distrito Federal alcançou a marca de 16.026 atendimentos. Localizado no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), o espaço representa um marco na política de assistência social do DF por oferecer acolhimento noturno com dignidade à população em situação de rua — incluindo seus animais de estimação.
O hotel, o primeiro do tipo no DF, funciona diariamente das 19h às 8h, com 200 vagas disponíveis. Além do pernoite, os usuários têm acesso a banho quente, jantar e café da manhã, além de transporte gratuito a partir do Centro Pop, na Asa Sul. O projeto é gerido por uma Organização da Sociedade Civil (OSC), sob a coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), e conta com investimento anual de R$ 7,4 milhões, com contrato de cinco anos prorrogável.
Para o secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, o resultado expressivo demonstra a relevância da iniciativa:
“Ultrapassar 16 mil atendimentos em apenas três meses reforça a necessidade de espaços como este, que oferecem mais dignidade às pessoas em situação de rua. Mais do que proporcionar banho, refeições e uma noite de sono, o hotel social tornou-se uma porta de entrada para políticas públicas de longa duração”, destacou.
A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, enfatizou o caráter humano do serviço:
“O hotel social representa a presença do Estado de forma empática. É mais do que abrigo: é acolhimento, escuta e orientação para que cada pessoa possa seguir com mais autonomia.”
Política integrada de acolhimento
O Distrito Federal foi a primeira unidade da Federação a formalizar um plano público voltado à população em situação de rua após decisão do Supremo Tribunal Federal que suspendeu ações coercitivas de abordagem. O Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua, oficializado em maio de 2024, é coordenado pela Casa Civil e prevê ações semanais de acolhimento em diversas regiões.
Em julho, a vice-governadora Celina Leão, então no exercício do governo, instituiu o programa Acolhe DF, voltado à busca ativa e tratamento de pessoas em situação de rua com dependência química, integrando saúde e assistência social.
Desde 2022, o GDF também mantém a Ação contra o Frio, que oferece abrigos emergenciais durante o inverno. Somente em 2025, a unidade instalada na Asa Sul registrou 6,6 mil atendimentos, com distribuição de agasalhos e cobertores arrecadados pela campanha Agasalho Solidário.
Com a marca histórica de 16 mil acolhimentos, o hotel social do DF se consolida como um símbolo de política pública humanizada, que alia estrutura, cuidado e respeito à cidadania.
