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Proposta do Executivo para capitalizar o BRB com imóveis públicos gera questionamentos na Câmara Legislativa

Texto autoriza uso de bens públicos para reforçar o caixa do banco; deputados questionam ausência de detalhamento sobre valores, prejuízos e negociação financeira.

O Projeto de Lei nº 2175/2026, de autoria do Poder Executivo, foi lido na sessão ordinária desta terça-feira (24) na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e gerou manifestações contrárias de parlamentares. A proposta autoriza a utilização de bens públicos para reforçar o caixa do Banco de Brasília (BRB).

Antes da leitura em plenário, o texto original encaminhado pelo governador Ibaneis Rocha foi retirado de tramitação e substituído por uma nova versão momentos antes do início da sessão. Deputados distritais se reuniram previamente para analisar o conteúdo atualizado. Após o encontro, parlamentares ocuparam a tribuna e apontaram dúvidas quanto ao alcance e à fundamentação da medida.

O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Casa, deputado Chico Vigilante, afirmou que o projeto “está todo errado” e não enfrenta, segundo ele, o problema financeiro do banco. O parlamentar questionou o montante real de prejuízos e cobrou esclarecimentos sobre a destinação dos recursos. “Não é possível que este escândalo, que é o maior da história, vá permanecer impune”, declarou, ao defender investigações.

O vice-líder do Partido Liberal (PL), deputado Thiago Manzoni, também criticou a proposta. Ele afirmou que o governo não apresentou explicações sobre a negociação entre o BRB e o Banco Master. Para o parlamentar, o texto equivale a “quase um cheque em branco”, por não detalhar os valores dos imóveis listados nem dimensionar o impacto financeiro. “O projeto não informa o tamanho do rombo. Diante disso, minha posição pessoal é contra”, afirmou.

A líder do bloco PSOL/PSB, deputada Dayse Amarílio, classificou o envio da proposta como “falta de consideração do governo com a Câmara”. Segundo ela, os imóveis relacionados não teriam condições de serem considerados na operação. “O projeto está cheio de dúvidas. Quanto o banco deve? Quanto pegará emprestado?”, questionou.

Também manifestaram posicionamento contrário à proposta os deputados Paula Belmonte (PSDB), Gabriel Magno (PT), Fábio Félix (PSOL), Max Maciel (PSOL) e Ricardo Vale (PT).

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