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Vacinação na gravidez amplia proteção materna e beneficia o bebê desde antes do nascimento

A vacinação durante a gestação tem sido tratada como uma das principais estratégias de prevenção adotadas pela rede pública de saúde do Distrito Federal para reduzir riscos maternos e proteger os bebês ainda no período intrauterino. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal orienta que a imunização faça parte da rotina do pré-natal e reforça a necessidade de manter a caderneta atualizada desde os primeiros meses de gravidez.

Dados técnicos indicam que a ausência de vacinação pode aumentar a vulnerabilidade das gestantes a infecções que evoluem com maior gravidade nesse período. Além de impactar a saúde da mulher, essas doenças podem comprometer o desenvolvimento fetal e elevar o risco de desfechos como parto prematuro e complicações neonatais.

Responsável pela Central Distrital de Rede de Frio, Tereza Luiza Pereira destaca que a imunização tem efeito direto na redução desses riscos. Segundo ela, a proteção gerada pelas vacinas diminui a chance de agravamento de doenças infecciosas e ainda contribui para evitar internações ao longo da gestação. A especialista ressalta que, ao se vacinar, a mulher também favorece o bebê, que passa a receber anticorpos ainda na fase intrauterina.

As diretrizes adotadas no DF seguem o Programa Nacional de Imunizações, responsável por definir o calendário vacinal com base em evidências científicas. A transferência de anticorpos pela placenta é um dos principais benefícios apontados pelos especialistas, pois garante proteção ao recém-nascido nos primeiros meses de vida, período em que o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento.

A recomendação das equipes de saúde é que, ao confirmar a gravidez, a mulher procure uma unidade básica para avaliação da situação vacinal. Todas as doses indicadas para gestantes estão disponíveis gratuitamente na rede pública do Distrito Federal. Mesmo sem a caderneta, é possível iniciar ou atualizar o esquema com orientação profissional.

Por outro lado, algumas vacinas não são indicadas durante a gestação, como as de tríplice viral, varicela e dengue, além da febre amarela em casos específicos, que dependem de avaliação médica. A orientação é evitar a automedicação e seguir rigorosamente as recomendações das equipes de saúde.

Para receber as doses, é necessário apresentar documento com foto, CPF ou cartão do SUS, além da caderneta de vacinação. A atualização desses registros é considerada essencial para garantir um acompanhamento adequado e ampliar a proteção ao longo de toda a gestação.

Redação
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