A primavera começa oficialmente no Hemisfério Sul na noite desta terça-feira (22). No Distrito Federal, a chegada da estação é marcada pela combinação de calor, ventos fortes e baixa umidade do ar, condições que favorecem a dispersão de poeira, pólen, ácaros, vírus e bactérias.
A maior presença desses agentes no ambiente pode contribuir para o aumento de sintomas respiratórios e oculares, especialmente de rinite alérgica e conjuntivite. Para reduzir os impactos à saúde durante o período, autoridades de saúde recomendam cuidados simples no dia a dia.
Como o clima afeta a saúde
O tempo quente e seco pode provocar diferentes efeitos no organismo. No nariz e nos pulmões, o ressecamento das defesas naturais das vias respiratórias pode aumentar a produção de secreção, dificultando a eliminação de partículas presentes no ar e favorecendo sintomas como congestão e falta de ar.
Os olhos também podem ficar mais secos, vermelhos e irritados, aumentando o desconforto e a ocorrência de conjuntivite alérgica. Na pele, a baixa umidade pode provocar ressecamento, rachaduras e coceira, agravando quadros de dermatite.
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias preexistentes, como asma e bronquite, devem redobrar os cuidados durante o período.
Rinite ou resfriado?
Embora possam apresentar sintomas semelhantes, rinite alérgica e resfriado têm características diferentes. A rinite costuma provocar coceira intensa no nariz e nos olhos, além de crises com vários espirros consecutivos. A secreção nasal geralmente é líquida e transparente.
Já o resfriado pode causar espirros isolados e secreção que começa clara, mas tende a ficar mais espessa ao longo dos dias. Também pode haver febre baixa e dores no corpo, sintomas que não são característicos da rinite alérgica.
Outra diferença está na duração e na origem. A rinite pode persistir por semanas ou meses e costuma ser desencadeada pelo contato com poeira, ácaros, mofo e pólen. O resfriado, por sua vez, é causado por vírus e geralmente dura de quatro a 10 dias.
Cuidados para prevenir crises
Algumas medidas ajudam a reduzir a exposição a agentes que podem desencadear alergias durante a primavera:
- Hidrate-se: beba água regularmente ao longo do dia e mantenha uma alimentação equilibrada.
- Cuide da pele: use hidratante corporal, prefira roupas leves e evite banhos muito quentes e o uso de buchas vegetais, que podem retirar a proteção natural da pele.
- Escolha os horários para atividades externas: evite exercícios ao ar livre entre 10h e 16h, período em que o calor e a baixa umidade costumam ser mais intensos.
- Descanse os olhos: faça pausas durante o uso prolongado de celulares, computadores e televisores.
- Mantenha os ambientes limpos e ventilados: prefira pisos de fácil limpeza e persianas a cortinas de tecido. Tapetes, carpetes e bichos de pelúcia devem ser evitados, pois acumulam poeira.
- Use pano úmido ou aspirador: a limpeza deve ser feita, de preferência, diariamente. Vassouras e espanadores podem espalhar partículas pelo ar.
- Reduza a presença de ácaros: capas antiácaro podem ser usadas em colchões e travesseiros. Roupas de cama devem ser lavadas regularmente e, quando possível, secas ao sol. Brinquedos e livros devem ser mantidos em locais fechados.
- Evite fumaça e odores fortes: mantenha os ambientes livres de cigarro e reduza o uso de perfumes, incensos e produtos de limpeza com cheiro intenso.
- Use o umidificador com moderação: o aparelho pode ser ligado no quarto por duas a três horas antes de dormir, após ser devidamente higienizado. Mantê-lo funcionando durante toda a noite pode aumentar excessivamente a umidade e favorecer a proliferação de mofo e ácaros. Bacias com água e toalhas úmidas também podem auxiliar na umidificação do ambiente.



