Quem acompanha o dia a dia do Distrito Federal sabe que dar um prato de comida ou uma noite no abrigo ajuda no momento da fome, mas não tira ninguém da rua definitivamente.
Em vez de deixar cada secretaria trabalhando sozinha, o governo montou uma grande força-tarefa. Agora, quando a equipe aborda uma pessoa na rua, ela não oferece só o acolhimento, oferece também tratamento de saúde, a chance de voltar para a família ou um encaminhamento para capacitação e trabalho.
Lançado pela governadora Celina Leão, o Programa de Monitoramento de Pessoas em Situação de Rua integra ações de assistência social, saúde, trabalho, segurança e gestão urbana. A proposta é combinar o acolhimento com ofertas de tratamento de saúde, reinserção social e organização dos espaços públicos.
Com atuação direta do DF Legal e de órgãos sociais, a força-tarefa já mapeou cerca de 500 pontos prioritários em diversas Regiões Administrativas. Em apenas duas semanas de campo, 247 locais foram monitorados, gerando impactos positivos imediatos na vida dos acolhidos.
Dentre as pessoas atendidas até o momento: 44 aceitaram tratamento e internação médica voluntária para cuidados de saúde e dependência química e 22 cidadãos manifestaram o desejo de retornar aos seus locais de origem e estão recebendo o suporte necessário para o reencontro com suas famílias.
“Estamos realizando o monitoramento de pessoas em situação de rua em todo o Distrito Federal. Com o apoio de todas as secretarias responsáveis, o DF Legal mapeou quase 500 pontos críticos para levar atendimento onde ele é mais urgente.” — Celina Leão, governadora do Distrito Federal.
O programa surge como uma resposta estratégica e rápida do governo Celina Leão aos dados do 2º Censo Distrital, realizado pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do DF (IPEDF) em janeiro de 2025. O levantamento apontou que a população em situação de rua alcançou 3.521 pessoas no DF, registrando um aumento de aproximadamente 20% em relação a 2022 (2.938 pessoas).
O grande diferencial da política implementada por Celina Leão é a intersetorialidade. Ao constrário de ações isoladas que apenas retiram as pessoas das ruas, o programa articula as secretarias em um modelo coordenado de cuidado.



