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Parceria público-privada norteia nova gestão do Cine Brasília

Inaugurado juntamente com a capital, em 1960, o Cine Brasília, projetado por ninguém menos do que Oscar Niemeyer, tem 607 cadeiras cativas e oferece agora ao público a oportunidade de participar de uma nova fase de funcionamento, por meio de sistema compartilhado entre a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) e a Box Cultural, uma organização da sociedade civil (OSC).

Pelo novo modelo de administração, que começou neste mês, o cinema vai contar com sistema de bilheteria digital e wi-fi gratuito para o público, além de uma lojinha para a venda de itens colaborativos produzidos em Brasília. E isso não é tudo: entre as novidades, está a instalação de um café.

Com o novo sistema de gestão, Cine Brasília reforça o diferencial de apostar em produções alternativas e valorizar o cinema brasileiro | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

“Nossa perspectiva é a melhor possível dentro do plano de trabalho que desenvolvemos, buscando uma energia mais intensa com as distribuidoras de filmes e conseguindo fazer uma programação comercial regular de qualidade que dialogue com o circuito exibidor independente, que o público possa passar a olhar o Cine Brasília como uma sala de cinema alternativa”, afirma a diretora do projeto, Sara Rocha.

A expectativa é que, no contrato de 14 meses firmado entre a Box Cultural e a Secec, o Cine Brasília receba um público estimado de 300 mil pessoas, atingindo mil exibições de filmes. Diretor artístico do Cine Brasília, o jornalista e professor de cinema Sérgio Moriconi traça o desenho de uma programação que vai unir filmes alternativos, com pegada de cinema de arte, produções internacionais raras exibidas no país e fitas com apelo regional, valorizando as produções locais.

Novidades na programação

Além das tradicionais mostras temáticas e as parcerias com as embaixadas – que terão início com força em 2023 -, assim como pré-estreias e lançamentos de relevância nacional e internacional, algumas novidades na programação do Cine Brasília serão sessões voltadas ao cinema de raça e gênero, além de espaços na grade para atender o público infantil. Em dezembro, uma mostra de filmes indígenas ocupará toda a área externa do cine.

“O público pode esperar o melhor com relação à programação”, resume Sérgio Moriconi. “Essa parceria público-privada é uma nova tentativa que está se desenhando. O estado de São Paulo, há anos, tem seus espaços de cultura geridos por esse modelo, e tem dado certo. Estamos começando aqui e vamos aprender fazendo.”

“O novo modelo projeta esta revigoração para que os encontros, os amores e desamores, a vivência cultural de Brasília se deem não só na tela, mas também no ambiente do Cine Brasília”
Lino Meireles, diretor e produtor

Para não perder a essência das exibições históricas e contemporâneas, comprometidas com a memória cinematográfica e com o que há de mais moderno em exibição no mercado, duas exibições marcantes já mexeram com a cabeça do público entre atrações clássicas e lançamentos durante a fase de teste de implantação dessa gestão compartilhada. Uma foi a do filme Noites Alienígenas, de Sérgio de Carvalho, vencedor do Festival de Gramado deste ano e primeiro longa-metragem realizado no Acre.

Outra atração de peso foi o mais recente filme da diretora Laís Bodanzky, A Viagem de Pedro, história protagonizada por Cauã Reymond que narra o retorno do primeiro imperador Brasil a Portugal, em 1831. Diretor, produtor, roteirista, crítico audiovisual de Brasília e realizador do documentário Candango: Memórias do Festival, projeto que resgata a história do Festival de Brasília, Lino Meireles avalia a nova forma de gestão de um dos espaços culturais mais cativos da cidade.

“Acho que, desde sua concepção, o Cine Brasília foi pensado para ser mais do que uma sala de cinema”, pontua. “A localidade, a arquitetura, tudo contribui para que ele seja um local pulsante de nossa cultura. O novo modelo projeta esta revigoração para que os encontros, os amores e desamores, a vivência cultural de Brasília se deem não só na tela, mas também no ambiente do Cine Brasília.”

A estudante de comunicação organizacional Gabriela Pereira, 22 anos, frequenta o Cine Brasília desde 2018 e aposta no sucesso do novo modelo de administração. “O Cine Brasília sempre foi um lugar de refúgio, um cinema com preço justo e espaço muito amplo, um lugar de audiovisual e cultura, então estou com uma expectativa muito boa”, diz.

Cine Brasília
→ EQS 106/107, Asa Sul, telefone 3244.1660.
→ Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), à venda na bilheteria e neste site.

 

Fonte: Agência Brasília

Redação
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