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Em primeira reunião do ano, Conselho de Saúde debate combate à dengue

Na manhã desta terça-feira (20), o Conselho de Saúde do Distrito Federal (CSDF) se reuniu para o 518º encontro, o primeiro deste ano. O órgão representa profissionais, usuários, gestores e prestadores de serviço em Saúde. Entre os assuntos tratados, o combate à dengue e o cuidado com a hanseníase foram os principais focos da sessão.

Durante o encontro, a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, destacou as ações tomadas para o combate do mosquito da dengue, cujo crescimento na capital federal envolve múltiplos fatores: alterações climáticas, aumento da população e resistência do inseto e do ovo.

Entre as medidas tomadas contra a doença, a Secretaria de Saúde (SES-DF), em parceria com outros órgãos do governo distrital, tem realizado sucessivos Dias D de Combate à Dengue em locais de maior incidência de casos. Somada a essas ações, há a busca constante por possíveis criadouros e a ampliação do acesso a tratamento por meio de tendas de hidratação e de horários estendidos nas unidades básicas de saúde (UBSs).

“Um mosquito que se apresentou de uma forma em outubro de 2023 e de outra maneira em janeiro de 2024 fez a gente lançar mão de todas as medidas possíveis”
Lucilene Florêncio, secretária de Saúde

“Não houve e não há passividade. Um mosquito que se apresentou de uma forma em outubro de 2023 e de outra maneira em janeiro de 2024 fez a gente lançar mão de todas as medidas possíveis”, assegurou a secretária.

Presente na reunião, o secretário de Vigilância Sanitária, Fabiano dos Anjos, alertou também sobre a gravidade da doença e da importância da vacinação, realizada inicialmente para a faixa etária de 10 a 11 anos, conforme orientações do Ministério da Saúde. “A imunização tem um papel fundamental. Nos preocupa a cobertura de 27,3% do público elegível ao imunizante”, detalhou.

Hanseníase

Um dos desafios da hanseníase decorre da semelhança com outras enfermidades

Outro tópico dominante do encontro foram os cuidados e a rede de atendimento de hanseníase. Causada pela bactéria Mycobacterium leprae, o tratamento dura de 6 a 12 meses, dependendo do diagnóstico. A doença, caso não tratada, pode gerar lesões neurais capazes de gerar deficiências físicas. Em 2023, o DF registrou 165 casos confirmados.

Conforme explicou a referência técnica distrital (RTD) em dermatologia, Fernanda Duran, um dos desafios da hanseníase decorre da semelhança com outras enfermidades. “É uma doença difícil porque simula diversas outras. Hoje, não há nenhum paciente esperando atendimento com dermatologista na atenção secundária, então, nossa maior energia tem de ser direcionada à capacitação e matriciamento da primária”, explicou a especialista.

O tópico sobre a capacitação foi reforçada, inclusive, pelo professor doutor em dermatologia da Universidade de Brasília (UnB), Ciro Martins Gomes: “O apoio da educação em massa para a Atenção Primária em Saúde economiza dinheiro e evita a sequela permanente dos pacientes”, complementou.

*Com informações da Secretaria de Saúde

Fonte: Agência Brasília

Redação
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