O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) realizou, nesta quarta-feira (3), uma coletiva de imprensa para apresentar os resultados parciais e as estratégias da Operação Verde Vivo 2025, voltada ao enfrentamento e à prevenção de incêndios florestais durante a estiagem.
Segundo a corporação, a iniciativa tem obtido resultados expressivos. Entre maio e agosto deste ano, houve queda significativa na área atingida pelo fogo: de 10.720 hectares em 2024 para 3.226 hectares em 2025, uma redução próxima de 70%. Embora o número de ocorrências de incêndio tenha registrado pequena variação, passando de 4.889 para 4.311, os bombeiros ressaltam que a rápida resposta operacional tem sido essencial para conter maiores danos.
Para enfrentar os riscos do período seco, o CBMDF preparou um esquema robusto. Foram colocados em prontidão mais de 700 militares, entre equipes administrativas e efetivo de sobreaviso, além de 37 viaturas florestais, caminhões, veículos leves equipados com kits de combate e aeronaves de apoio. Essa estrutura permite que grandes incêndios sejam enfrentados em poucas horas, reduzindo impactos sobre o Cerrado e a fauna local.
Além disso, a corporação tem investido em tecnologia e capacitação. Oficiais lembraram que a Operação Verde Vivo nasceu ainda na década de 1980 e, desde então, se consolidou como referência nacional em prevenção e combate a queimadas, capacitando bombeiros em vários estados e atuando em grandes crises ambientais, como os incêndios no Pantanal.
Um dos pontos centrais da coletiva foi o apelo à colaboração da população. Os bombeiros reforçaram que cerca de 90% dos incêndios têm origem em ações humanas, muitas vezes relacionadas à queima de lixo ou limpeza irregular de terrenos. A corporação lembrou que qualquer prática de fogo controlado só pode ocorrer mediante autorização dos órgãos ambientais e dentro das normas de segurança.
Para reduzir os riscos, a recomendação é clara: evitar queimadas, não descartar lixo em áreas abertas e acionar imediatamente o 193 ou a Polícia Militar em caso de foco de incêndio. Pequenos descuidos, alertam os oficiais, podem se transformar em grandes tragédias ambientais.
Outro aspecto destacado foi a atuação no resgate e cuidado com animais silvestres atingidos pelo fogo, reforçando que o trabalho vai além do combate direto às chamas. A preservação do Cerrado envolve não apenas proteger a vegetação, mas também garantir a sobrevivência da fauna que sofre com os efeitos das queimadas.
A Operação Verde Vivo seguirá até 30 de novembro, período considerado crítico da seca no Distrito Federal. O comando da operação destacou que, embora os resultados sejam positivos até o momento, a preservação ambiental depende do engajamento coletivo.
“Preservar o Cerrado e proteger vidas é um compromisso de todos. O cidadão pode ajudar evitando queimadas, denunciando focos de incêndio e adotando hábitos mais conscientes no dia a dia”, reforçou a corporação.



