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Mercado Sul entra no radar oficial de preservação cultural no DF

O futuro do Mercado Sul, em Taguatinga, começou a ganhar contornos mais concretos na última segunda-feira (30), após o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do Distrito Federal (Condepac) se posicionar a favor do avanço do processo de tombamento do espaço. A recomendação foi encaminhada à Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), que agora passa a ser responsável por conduzir as próximas etapas.

O documento elaborado pelo conselho indica que o reconhecimento deve abranger não apenas a estrutura física do local, mas também as práticas culturais e sociais que se desenvolveram ali ao longo dos anos. A avaliação considera o Mercado Sul como um ambiente singular de produção artística e convivência comunitária, consolidado por iniciativas independentes e pela ocupação criativa do espaço urbano.

Como parte do encaminhamento, o Condepac sugere a criação de um grupo técnico dedicado exclusivamente à análise do caso. A proposta é que esse núcleo aprofunde os estudos sobre o local e produza um relatório detalhado, reunindo elementos históricos, arquitetônicos e sociais que sustentem a decisão final.

Na Secretaria de Cultura, o parecer é visto como um indicativo da relevância do Mercado Sul para a identidade cultural do Distrito Federal. O secretário Cláudio Abrantes afirmou que o espaço representa uma construção coletiva que expressa diversidade e resistência cultural e destacou que o processo será analisado com atenção e dentro dos prazos necessários. Segundo ele, a preservação de ambientes como esse é fundamental para manter vivas experiências culturais que nascem da própria comunidade.

Caso o processo seja oficialmente aberto, o Mercado Sul passará por uma avaliação técnica aprofundada, etapa que pode resultar na adoção de instrumentos legais de proteção. O eventual tombamento também abre caminho para políticas de salvaguarda, com foco na manutenção das atividades culturais e no fortalecimento das iniciativas que já ocupam o espaço.

A decisão final dependerá da tramitação interna da Secec-DF e da análise dos órgãos responsáveis pela política de preservação no Distrito Federal. Até lá, o parecer do Condepac funciona como um passo decisivo para inserir o Mercado Sul no mapa das áreas protegidas por seu valor cultural e simbólico.

Redação
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