A crise no transporte público do Distrito Federal dominou os debates da sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) desta quarta-feira (6). Além disso, parlamentares também abordaram temas como iluminação pública, educação, defesa do consumidor e violência contra profissionais da saúde.
Transporte público domina debates
O deputado Max Maciel (PSOL) criticou as condições de funcionamento do Metrô-DF. Segundo ele, o sistema operou pela manhã com apenas 12 trens nos horários de pico e intervalos superiores a 15 minutos entre as viagens. Além disso, o parlamentar comparou o sistema brasiliense ao modelo adotado em Medellín, na Colômbia, cidade que visitou recentemente para conhecer a estrutura do transporte público.
De acordo com o distrital, Medellín priorizou o modal metroviário, enquanto Brasília manteve investimentos concentrados no transporte rodoviário. Max Maciel também afirmou ter recebido denúncias de trens parados sem especificação das falhas técnicas. “Estamos vivendo uma situação de colapso”, declarou, ao anunciar que pretende encaminhar ofício ao Ministério Público para cobrar investimentos no sistema.
Também sobre transporte público, o deputado Chico Vigilante (PT) apresentou dados de um laudo pericial ligado a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público contra o GDF e empresas responsáveis pela operação das bacias do transporte coletivo. Segundo o parlamentar, o documento aponta saldo favorável de R$ 309,4 milhões ao governo. No entanto, o próprio GDF também acumula dívida próxima de R$ 1 bilhão com as concessionárias.
Para Chico Vigilante, a demora na solução do impasse financeiro ameaça a continuidade do serviço. Além disso, o deputado afirmou que algumas empresas enfrentam dificuldades até para custear a compra de diesel.
Já o deputado Ricardo Vale (PT) destacou o anúncio da governadora Celina Leão sobre estudos para implantação da tarifa zero no Distrito Federal. O parlamentar relembrou que apresentou proposta semelhante em 2015 e defendeu a ampliação da gratuidade no transporte público como instrumento de distribuição de renda e estímulo à economia local.
Parlamentares cobram melhorias na iluminação pública
Durante a sessão, o deputado Rogério Morro da Cruz (PSD) elogiou a nova diretoria da CEB Iluminação Pública. Entretanto, cobrou avanços para ampliar a cobertura do serviço no DF. O distrital pediu atenção especial para áreas de São Sebastião e Jardim Botânico que, segundo ele, ainda enfrentam problemas com falta de iluminação.
Além disso, o parlamentar afirmou que tem destinado recursos para regularização fundiária e instalação de iluminação pública em bairros de São Sebastião.
Projeto incentiva doação de sangue e reforço no Procon
O deputado Pastor Daniel de Castro (PP) comemorou a aprovação de projeto de lei de sua autoria que garante até dois dias alternados de descanso para servidores públicos doadores de sangue. Segundo ele, a medida busca incentivar as doações e reforçar os estoques do banco de sangue do DF.
Além disso, o parlamentar cobrou a nomeação de servidores para o Procon-DF. De acordo com Pastor Daniel de Castro, o órgão conta atualmente com apenas 84 servidores efetivos e possui 116 cargos vagos. Para ele, o déficit compromete a fiscalização e a proteção ao consumidor no Distrito Federal.
Educação e caso de violência repercutem na sessão
Na área da educação, o deputado Gabriel Magno (PT) elogiou a reunião realizada entre a governadora Celina Leão e representantes dos professores da rede pública. No entanto, o parlamentar afirmou que seguirá cobrando soluções para pagamentos atrasados e problemas relacionados ao sistema EducaDF.
Já o deputado Fábio Felix (PSOL) manifestou indignação diante da denúncia de agressão envolvendo uma técnica de enfermagem no hospital DF Star. Segundo o distrital, a profissional teria sido vítima de agressão por parte do senador Magno Malta e, posteriormente, alvo de ataques nas redes sociais.
Por fim, Fábio Felix cobrou apuração do caso e criticou tentativas de desacreditar o relato da vítima. Por outro lado, Pastor Daniel de Castro defendeu cautela e afirmou que o episódio precisa ser investigado antes de qualquer conclusão definitiva.



