O Governo do Distrito Federal (GDF) realizou o primeiro repasse de recursos à Arquidiocese de Brasília para garantir a manutenção e conservação da Catedral Metropolitana, um dos maiores ícones arquitetônicos e turísticos da capital federal. O valor de R$ 957 mil corresponde à primeira parcela de um total de quase R$ 3 milhões, que será liberado em quatro etapas até abril de 2026.
O investimento está previsto no termo de fomento firmado entre a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) e a Arquidiocese de Brasília. O objetivo é viabilizar ações de segurança, limpeza, conservação e contratação de pessoal para o monumento, além de intervenções especializadas em conformidade com as diretrizes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Entre os itens contemplados estão o restauro de vitrais, esculturas, sinos, pinturas e mobiliário litúrgico.
“Assinamos com a Catedral de Brasília um convênio com a Secretaria de Cultura para manter toda a segurança, limpeza e manutenção. A Catedral é um símbolo projetado para o céu por Oscar Niemeyer. Isso nos alegra muito”, destacou o governador do Distrito Federal. O secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes, também reforçou o compromisso com a preservação. “Essa parceria garante o cuidado permanente com esse monumento tombado como patrimônio cultural do DF e do Brasil”, afirmou.
O acordo foi oficializado durante as comemorações pelos 55 anos da Catedral e integra um conjunto de ações do GDF voltadas à preservação do patrimônio cultural da cidade. Em 2024, o governo já havia apoiado a restauração e reativação dos sinos da Catedral, inativos desde 2018, em projeto viabilizado com o apoio do Escritório de Representação de Taiwan no Brasil.
A Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) também contribuiu com serviços de manutenção no entorno, como limpeza dos vitrais, estátuas dos evangelistas, lavagem do estacionamento e entrada principal, além da coleta de resíduos na área externa.
Em 2023, o GDF entregou à Catedral uma cadeira histórica utilizada pelo Papa João Paulo II durante sua visita à capital em 1980. A peça, anteriormente sob a guarda da Secretaria de Administração Penitenciária, foi devolvida à Arquidiocese como relíquia sagrada.
O modelo de convênio adotado segue o mesmo utilizado em outros equipamentos culturais do DF, como o Memorial JK, permitindo ao governo ampliar parcerias para conservação e valorização de bens históricos e culturais.
