O recente debate sobre os riscos da superexposição e da adultização de crianças e adolescentes nas redes sociais, reacendido por um vídeo do youtuber Felipe Bressanim Pereira, o Felca, reforçou a importância de iniciativas voltadas à proteção do público infantojuvenil no ambiente digital. No Distrito Federal, o tema já integra a agenda prioritária da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), que desde setembro de 2024 mantém uma parceria com a Safernet Brasil para promover o uso seguro e responsável da internet.
O Acordo de Cooperação Técnica “Juntos por uma Internet Mais Segura para Crianças e Adolescentes” contempla todo o DF e envolve produção de materiais educativos, campanhas permanentes e capacitação de profissionais para fortalecer a rede de proteção. Entre as ações, destacam-se a disponibilização de conteúdos licenciados pela Safernet, campanhas preventivas para adolescentes de 13 a 17 anos, produção de materiais voltados a pais, responsáveis e profissionais, e formação continuada de conselheiros tutelares e educadores para identificar situações de risco.
Em abril deste ano, a Sejus-DF realizou o curso Segurança e Cidadania Digital, com carga horária de 40 horas e 958 participantes. O próximo, Segurança e Cidadania Digital em Sala de Aula, será em 5 de setembro, com mais de 5 mil vagas e 60 horas de duração. Também está programada, para 10 de setembro, uma live sobre supervisão familiar e ferramentas de controle parental.
As ações incluem ainda o projeto Cidadão Digital, criado em 2020 pela Safernet com apoio da Meta, que já alcançou mais de 215 mil estudantes e 70 mil educadores em todo o país, abordando temas como cidadania e segurança digital, respeito e empatia nas redes, combate à desinformação e autocuidado online.
Segundo a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, o DF atua de forma preventiva para garantir um ambiente digital saudável. “Estamos sempre à frente, buscando parcerias e soluções para enfrentar os riscos e desafios que a internet apresenta”, afirmou.
Com público-alvo que inclui professores, equipes escolares, conselheiros tutelares e integrantes de projetos sociais, a expectativa é reduzir a exposição inadequada de crianças e adolescentes nas plataformas digitais e fortalecer o conhecimento da sociedade sobre os riscos da adultização infantil.
