O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) incorporou 11 drones às suas operações para ampliar a eficiência no combate a incêndios florestais, em ações de busca e salvamento, monitoramento de áreas de risco e apoio à defesa civil. Os aparelhos, gerenciados pelo 3º Esquadrão de Aviação Operacional (3º ESAV), se tornaram ferramentas estratégicas para reduzir riscos e agilizar respostas em situações de emergência.
O uso da tecnologia teve início há dez anos, com a chegada do primeiro modelo, o Mavic 2, apelidado de Zangão 01. Desde então, a corporação capacitou cerca de 300 militares e ampliou o arsenal, hoje composto por cinco drones do modelo Mavic 2 e seis do Mavic 3T, este último equipado com câmera termográfica, essencial para operações em campo.
Segundo o tenente Rony Junio Rodrigues da Costa, responsável pela coordenação dos aparelhos, os drones permitem identificar vítimas, mapear áreas atingidas pelo fogo e definir prioridades de ação. Além de reduzir a exposição das equipes às chamas, a tecnologia garante monitoramento em tempo real, antecipando mudanças no comportamento do incêndio.
Durante a Operação Verde Vivo, realizada anualmente entre abril e novembro, os drones têm papel central. Em 2024, por exemplo, foram registradas 9.005 ocorrências de queimadas que afetaram mais de 22 mil hectares. Apenas neste ano, de abril a agosto, já foram contabilizados 4.848 focos de incêndio, totalizando quase 8,8 mil hectares de área atingida.
Os bombeiros recebem treinamento específico para operar os equipamentos, com cursos que incluem princípios de navegação, legislação e normas de segurança. Além de incêndios, os drones também são empregados em eventos de grande porte e operações de salvamento em áreas de difícil acesso.
Para o cabo Henrique Senna, que concluiu a capacitação no ano passado, a tecnologia “traz mais eficiência e assertividade ao combate, impactando diretamente na proteção da população e da natureza”. O subtenente Ricardo Cruz acrescenta que os equipamentos oferecem ampla visão em operações diversas, “facilitando desde o controle de acessos em grandes eventos até a localização de pessoas em matas”.
