O Metrô-DF classificou como “prematura” a greve dos metroviários aprovada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (Sindmetrô-DF). A paralisação está prevista para começar na próxima terça-feira (1º/9), por tempo indeterminado.
Em nota, a companhia informou que as negociações com os trabalhadores continuam em andamento e que o processo de mediação conduzido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) ainda não foi encerrado.
Segundo o Metrô-DF, uma Reclamação Pré-Processual (RPP) foi instaurada no fim de março com o objetivo de viabilizar a mediação entre os trabalhadores, a companhia e o Governo do Distrito Federal (GDF). O órgão afirmou que tem participado das tratativas e adotado medidas administrativas para atender às reivindicações apresentadas.
De acordo com a empresa, diversos pontos da pauta dos metroviários já receberam anuência e foram encaminhados de forma favorável ao GDF. No entanto, uma das principais reivindicações da categoria — a realização de um novo concurso público para recompor o quadro de funcionários — permanece como um dos principais entraves.
O Metrô-DF afirmou que não há negativa da companhia ou do GDF em relação à realização do certame. O processo administrativo, porém, ainda tramita na Secretaria de Economia do Distrito Federal e depende do cumprimento de etapas legais, fiscais, orçamentárias e administrativas antes de uma eventual autorização.
Para o Sindmetrô-DF, a greve foi aprovada após meses de negociações em busca de melhorias nas condições de trabalho. Além da realização de concurso público e da contratação de novos empregados, a categoria reivindica o cumprimento das cláusulas do acordo coletivo vigente e o aceite integral da proposta apresentada pelo tribunal.
No início de agosto, os metroviários chegaram a suspender um indicativo de greve após negociações conduzidas pelo TRT. A proposta relacionada à realização de um novo concurso público, no entanto, dependia de aprovação do Metrô-DF.
A companhia alertou que uma eventual paralisação pode provocar impactos significativos na mobilidade urbana do Distrito Federal, especialmente para os passageiros que dependem diariamente do sistema metroviário.



